O que é a 'pobreza de refrigeração', que torna o calor extremo mais perigoso para milhões de pessoas
Imagine caminhar pela praia de Ipanema numa tarde de verão. A areia é dourada, há uma brisa refrescante vinda do mar, a sombra de um guarda-sol e uma bebida gelada na mão. Agora olhe para cima.
O que é a ‘pobreza de refrigeração’, que torna o calor extremo mais perigoso para milhões de pessoas A ‘pobreza sistêmica de refrigeração’ descreve como a falta de infraestrutura física e social, como espaços verdes, moradias adequadas e acesso à água potável, torna o calor extremo mais perigoso para populações vulneráveis. O uso de ar-condicionado, embora pareça uma solução, agrava o problema ao aumentar o consumo de energia e as emissões, além de ser inacessível para a maioria. Alcançar a justiça térmica exige ações coordenadas que considerem as experiências das comunidades afetadas e combatam as desigualdades estruturais que exacerbam a vulnerabilidade ao calor.
- A pobreza sistêmica de refrigeração afeta centenas de milhões de pessoas em 28 países, principalmente em desenvolvimento, com o sul da Ásia e a África Subsaariana suportando o maior fardo.
- A vulnerabilidade ao calor é moldada por infraestrutura física e social desigual, acesso limitado a ar-condicionado, áreas verdes, água potável e moradias com isolamento térmico.
- O ar-condicionado não é uma solução universal devido ao seu alto custo, consumo de energia, sobrecarga das redes elétricas e impacto ambiental na produção e descarte.
- Fatores como local de moradia, construção do bairro, acesso a árvores e água potável, ventilação da casa, proteção no trabalho e resposta dos serviços públicos influenciam a sobrevivência ao calor.
- As respostas ao calor são moldadas por ambientes sociais e físicos; a perda de conhecimento ancestral sobre como conviver com o calor aumenta a exposição.
- Experiências em favelas do Rio de Janeiro revelam dificuldades logísticas, financeiras e de acessibilidade para lidar com o calor extremo, afetando especialmente cuidadores, vendedores ambulantes, pessoas com deficiência e mulheres trans.
- A pobreza de refrigeração não é apenas sobre poder pagar por ar-condicionado, mas sobre como infraestrutura, instituições e o entorno expõem as pessoas ao calor prejudicial e falham em protegê-las.
- Justiça térmica envolve reduzir a exposição ao calor de forma justa, responsabilizar quem criou as condições de vulnerabilidade e envolver as comunidades afetadas no desenvolvimento de soluções.
- Soluções eficazes requerem ação coordenada em planejamento urbano, saúde pública, habitação e regulamentação trabalhista, incluindo ampliação do acesso à água, reforma de edifícios, plantio de árvores e redução da discriminação. https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/05/31/o-que-e-a-pobreza-de-refrigeracao-que-torna-o-calor-extremo-mais-perigoso-para-milhoes-de-pessoas.ghtml
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