A pílula para câncer que alcançou 'o impossível' fez médicos chorarem no maior congresso de oncologia do mundo
Chicago, 1º de junho de 2026. A sessão plenária da American Society of Clinical Oncology —o maior e mais influente congresso de oncologia clínica do planeta— não costuma ser lugar de emoção fácil. Os médicos e pesquisadores que lotam o auditório são treinados para a frieza dos dados, para o ceticismo metodológico, para a cautela diante de qualquer resultado que pareça bom demais.
A pílula para câncer que alcançou ‘o impossível’ fez médicos chorarem no maior congresso de oncologia do mundo O medicamento daraxonrasib demonstrou resultados promissores em ensaio clínico de fase 3 para câncer de pâncreas metastático, dobrando a sobrevida mediana e reduzindo o risco de morte em 60%. A droga, que atua em mutações RAS previamente intratáveis, foi aclamada por sua baixa toxicidade e impacto significativo, estabelecendo um novo padrão de tratamento.
- O daraxonrasib dobrou a sobrevida mediana de pacientes com câncer de pâncreas metastático, de 6,6 para 13,2 meses, em estudo de fase 3.
- O risco de morte foi reduzido em 60% e o tempo até a progressão da doença também dobrou.
- A droga apresentou baixa taxa de interrupção por efeitos colaterais (1,2%) comparada à quimioterapia convencional (11,2%).
- O daraxonrasib visa mutações no gene RAS, historicamente consideradas ‘intratáveis’ em tumores pancreáticos.
- A Revolution Medicines submeterá os dados à FDA para aprovação regulatória, com acesso compassional já autorizado nos EUA. https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/06/02/a-pilula-para-cancer-que-alcancou-o-impossivel-foi-aplaudida-de-pe-no-maior-congresso-de-oncologia-do-mundo.ghtml
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