Opinião
Professor de direito constitucional da USP, é doutor em direito e ciência política e membro do Observatório Pesquisa, Ciência e Liberdade - SBPC
Opinião Dois decretos presidenciais detalham a interpretação de artigos do Marco Civil da Internet, após decisão do STF reorientar a regulação das plataformas digitais. A medida visa adaptar a lei às mudanças determinadas pelo tribunal e vincular plataformas a leis brasileiras no combate a crimes online. Críticas exageradas acusam os decretos de “reescreverem o direito”, mas o autor defende que eles respondem a uma necessidade regulatória diante da inércia do Legislativo e da influência corporativa.
- Decretos presidenciais atualizam a interpretação do Marco Civil da Internet após decisão do STF em 2025.
- O objetivo é adaptar a lei às novas exigências e vincular plataformas digitais a normas brasileiras.
- As regulamentações visam combater crimes como violência contra a mulher, racismo e exploração infantil.
- Críticas aos decretos são consideradas exageradas e hiperbólicas.
- O autor argumenta que os decretos respondem a uma necessidade regulatória diante da inércia do Legislativo e da influência de lobbies corporativos.
- O Congresso brasileiro continua livre para aperfeiçoar a legislação, mas a paralisia beneficia interesses privados. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/conrado-hubner-mendes/2026/06/big-techs-desafiam-a-soberania-da-lei.shtml
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