Opinião

Economista-chefe do Banco BoCom BBM e professora do departamento de economia da PUC-Rio
Opinião

Opinião O crédito familiar, embora impulsione o consumo, pode levar a ciclos de boom e bust, com crises mais profundas após expansões expressivas. O Brasil já experimentou um ciclo similar entre 2003 e 2014, com recessão severa subsequente. O ciclo atual, iniciado em 2019, apresenta paralelos preocupantes com o anterior, especialmente com a expansão de modalidades de crédito mais caras e programas que incentivam o endividamento.

  • O crédito familiar antecipa consumo e, quando a alavancagem agregada é alta, pode gerar crises econômicas mais profundas.
  • Aumento da razão dívida das famílias sobre o PIB historicamente prevê menor crescimento e maior desemprego a médio prazo.
  • O Brasil viveu um ciclo de boom-bust entre 2003-2014, culminando na recessão de 2015-2016, com redução de consumo ligada ao endividamento prévio.
  • O ciclo atual, desde 2019, mostra crescimento de crédito familiar, aumento da alavancagem e programas que reforçam esse padrão, com riscos para o futuro.
  • O país prioriza o consumo presente com endividamento familiar, negligenciando a necessidade de elevar produtividade e poupança para o crescimento a longo prazo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/cecilia-machado/2026/06/os-limites-da-expansao-do-credito-para-as-familias.shtml
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