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Professor titular da UFBA, doutor em filosofia e autor de “Transformações da Política na Era Digital”, “A Democracia no Mundo Digital” e “A Tirania da Virtude”
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Opinião A busca de Flávio Bolsonaro por uma fotografia com Donald Trump foi uma estratégia para desviar o foco de escândalos e fortalecer sua pré-candidatura, buscando uma “autoridade emprestada” e a validação da base bolsonarista. Essa tática, comparada a expedientes históricos de líderes buscando apoio imperial, visa apresentar a subserviência como virtude e “alinhamento” moral, mas pode alienar o eleitorado de centro. A estratégia de “diplomacia de clã” com facções americanas, em vez de diplomacia de Estado, pode enfraquecer a candidatura de Bolsonaro para o eleitorado mais amplo, que pode vê-lo como um “despachante de uma causa estrangeira”.

  • Flávio Bolsonaro buscou uma fotografia com Trump para mudar a pauta desfavorável da mídia, receber “bênção” e reanimar a base com o tema da repressão ao crime.
  • A foto com Trump foi um recurso extremo para estancar a queda de popularidade e manter a candidatura ativa, apesar dos problemas jurídicos.
  • Para a base bolsonarista, a imagem ao lado de Trump, patriarca da nova direita, confere autoridade e ignora “acusações locais”.
  • A classificação do PCC e Comando Vermelho como terroristas serviu como “troféu narrativo” para a comunicação de nicho bolsonarista.
  • A família Bolsonaro busca “autoridade emprestada” de Trump, importando poder de Washington por não possuí-lo em Brasília.
  • A estratégia é comparada a expedientes históricos de intermediários locais que oferecem alinhamento ao centro imperial e vendem o império à própria base.
  • Diferente de Carlos Lacerda, o bolsonarismo fala à “tribo digital” e busca o selo de facções como “Maga” e “Marco Rubio”, não do establishment americano.
  • A “psicologia do ressentimento” da base vê qualquer pedido de socorro externo como tábua de salvação e gesto de Trump como promessa de reparação.
  • Para o eleitorado de centro e a direita não tribalizada, a cena pode parecer fragilidade e dependência, transformando o “altivo patriota” em “soldadinho local”.
  • O “colo imperial” pode desaparecer se o protegido se tornar estorvo, e o “despachante de uma causa estrangeira” volta menos candidato a presidente. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/wilson-gomes/2026/06/o-que-flavio-bolsonaro-foi-buscar-na-casa-branca.shtml
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