Juíza cita misoginia e cultura patriarcal ao conceder perdão a Monique Medeiros
A juíza Elizabeth Machado Louro afirmou na madrugada desta quinta-feira (4) que Monique Medeiros foi alvo de uma reação social "desproporcional e desmesurada", marcada por preconceitos de gênero, ao justificar a concessão de perdão judicial no processo pela morte de Henry Borel, 4.
Juíza cita misoginia e cultura patriarcal ao conceder perdão a Monique Medeiros A juíza concedeu perdão judicial a Monique Medeiros no processo pela morte de Henry Borel, justificando que ela foi alvo de reação social desproporcional e preconceitos de gênero. A magistrada argumentou que a cultura patriarcal exige da mulher a figura da “mãe perfeita” e que um homem na mesma situação dificilmente enfrentaria tratamento semelhante. Monique, mãe da criança, foi perdoada após os jurados entenderem que ela não teve dolo no homicídio.
- Juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique Medeiros no caso da morte de Henry Borel.
- A decisão se baseou na compreensão de que Monique foi alvo de reação social desproporcional e preconceitos de gênero.
- A juíza citou a cultura patriarcal que exige da mulher a figura da “mãe perfeita” como um fator que influenciou o tratamento dado a Monique.
- Monique foi perdoada após os jurados concluírem que ela não teve dolo no homicídio.
- A magistrada avaliou que um homem na mesma situação provavelmente não seria processado.
- Monique Medeiros também foi condenada a um ano e quatro meses por omissão no caso de tortura, pena considerada cumprida.
- O julgamento foi o mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com 10 dias de duração. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/06/juiza-cita-misoginia-e-cultura-patriarcal-ao-conceder-perdao-a-monique-medeiros.shtml
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