Opinião

Advogada, escritora e dramaturga, é autora de 'Caos e Amor'
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Opinião A iminência de um “Super El Niño” em 2026 serve como um amplificador da crise climática, mas a natureza humana evoluiu para reagir a perigos imediatos, não a ameaças lentas e impalpáveis. A distância, a paralisia diante da magnitude do problema e a confrontação com nosso modo de vida atual são barreiras para a ação. A gravidade do problema exige não apenas a mudança de hábitos, mas também a escolha de representantes políticos comprometidos com a prevenção.

  • O ambientalista Bill McKibben alerta para um possível “Super El Niño” em 2026, que pode ser um dos mais intensos das últimas décadas.
  • A dificuldade humana em lidar com perigos lentos, difusos e impalpáveis, como as mudanças climáticas, é um obstáculo à ação.
  • O paradoxo do apocalipse pode levar à paralisia em vez de ação, pois o esforço individual parece insignificante diante da magnitude do problema.
  • O modo de vida atual, com dependência de confortos e hábitos insustentáveis, é um fator crucial que precisa ser repensado.
  • A responsabilidade recai sobre setores econômicos e governos lenientes, mas a admissão da gravidade do problema exige uma mudança na relação com o planeta e a escolha de políticos comprometidos.
  • O Brasil já sente os desequilíbrios climáticos, com regiões sofrendo com excesso de chuva e outras com seca extrema. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/becky-korich/2026/05/estamos-preparados-para-o-super-el-nino-de-2026.shtml
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