Violência é protagonista de eleições na Colômbia 10 anos após acordo com Farc
Uma escolta de seguranças com escudos blindados cerca Iván Cepeda, líder da corrida pela Presidência da Colômbia, toda vez que ele sobe ao palco de um comício. Seu principal adversário, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, discursa atrás de um vidro blindado. A terceira colocada nas pesquisas, Paloma Valencia, tem esquema de proteção reforçado pelo governo.
Violência é protagonista de eleições na Colômbia 10 anos após acordo com Farc A campanha eleitoral na Colômbia é marcada pela violência, com candidatos recebendo escolta e denúncias de ameaças de morte. Dez anos após o Acordo de Paz com as Farc, o país vive um novo ciclo de conflito, com grupos armados fragmentados e focados no domínio territorial e atividades criminosas diversas. Especialistas alertam para a necessidade de rever estratégias de paz, diante da complexidade e evolução da violência no país.
- Candidatos presidenciais colombianos, como Iván Cepeda, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, relatam ameaças de morte e necessitam de esquemas de segurança reforçados.
- A violência eleitoral ressurgiu na Colômbia, um ano após o atentado contra o pré-candidato Miguel Uribe e dez anos após o Acordo de Paz com as Farc.
- O país enfrenta um novo ciclo de violência, caracterizado pela fragmentação de grupos armados, diversificação de atividades ilegais e foco no domínio territorial para garantir lucros.
- Grupos armados, muitos dissidências das Farc, agora atuam em zonas rurais, afetando comunidades camponesas e étnicas, com atividades como garimpo, narcotráfico e sequestro.
- O plano de ‘paz total’ do governo Petro, que buscava negociações com grupos dissidentes, está parado desde janeiro do ano passado devido à escalada de conflitos.
- A gestão da violência e a busca por paz representam um dilema para a Colômbia, entre a continuidade dos diálogos e o enfrentamento direto, que pode reavivar dinâmicas da guerra. https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/05/violencia-e-protagonista-de-eleicoes-na-colombia-10-anos-apos-acordo-com-farc.shtml
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