Opinião
Mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP
Opinião A tendência de converter divergências sobre a eficácia de leis em diagnósticos sobre a índole moral do adversário é prejudicial ao debate público. Essa atitude passional e infantil interdita a avaliação racional de políticas em prol de um julgamento moral que incita o vitimismo e a busca por sinalização de virtude. A classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA é um exemplo desse desatino, ignorando métodos eficazes de combate à criminalidade.
- Divergências políticas estão se tornando julgamentos morais sobre o adversário, prejudicando o debate público.
- Discordar de cotas raciais é rotulado como racismo, oposição a pautas trans como transfobia, e contra o PL da misoginia como ódio às mulheres.
- Essa atitude interdita a avaliação racional de políticas, focando em julgamentos morais e sinalização de virtude.
- A classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA é um exemplo desse desatino, onde apontar inexatidões vira defesa de facções.
- Combater o crime organizado não exige a designação de terroristas; métodos como estrangular financiamento e confiscar patrimônio foram eficazes contra a máfia na Itália e EUA.
- Governos brasileiros pouco fizeram no combate às facções, resultando em domínio territorial crescente e solapamento de direitos fundamentais.
- A demonização de adversários não tem valor no debate sobre políticas públicas. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2026/05/a-moralizacao-que-empobrece-o-debate-publico.shtml
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