Opinião

Escritor e ensaísta, autor de "Notas sobre a Esperança e o Desespero" e “A Era do Niilismo”. É doutor em filosofia pela USP
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Opinião O aumento da longevidade e a queda da natalidade são fenômenos históricos decorrentes da modernidade, com a medicina avançando e a emancipação feminina impactando a estrutura familiar. O Estado brasileiro, contudo, omite-se em prover soluções, deixando famílias e idosos desamparados em um cenário de exploração e abandono.

  • O aumento da longevidade e a queda da natalidade são consequências da modernidade e processos sociais irreversíveis.
  • O Estado brasileiro falha em lidar com a longevidade, lembrando dos cidadãos apenas em eleições ou para tributar.
  • A emancipação feminina contribui para a queda da natalidade, enquanto avanços médicos geram maior longevidade.
  • Famílias atomizadas enfrentam dificuldades para cuidar de idosos, e o Estado transfere essa responsabilidade para elas.
  • O mercado oferece soluções caras, como cuidadoras e casas de repouso, gerando exploração e escassez de alternativas.
  • Moradores de bairros de alto padrão buscam expulsar casas de repouso, demonstrando a exclusão social dos idosos. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2026/05/longevidade-e-queda-de-natalidade-formam-danca-com-tons-macabros.shtml
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