Desemprego atinge 24,7% entre jovens mulheres negras, mostra estudo

Na Região Metropolitana de São Paulo, jovens negras recebem R$ 2.236, contra R$ 3.926 pagos a homens brancos
Desemprego atinge 24,7% entre jovens mulheres negras, mostra estudo

Desemprego atinge 24,7% entre jovens mulheres negras, mostra estudo Um relatório baseado em dados da PNAD Contínua 2025 aponta que mulheres negras jovens continuam com os piores indicadores no mercado de trabalho, como alta taxa de desocupação e baixo rendimento. Essas desigualdades estruturais, que envolvem racismo, segregação e sobrecarga do trabalho de cuidado, persistem apesar das melhorias gerais. Para combater essa situação, são necessárias políticas estruturantes focadas em permanência, mobilidade social e proteção, além de investimento público e compromisso institucional.

  • Mulheres negras jovens apresentam as piores taxas de desocupação, informalidade, desalento e rendimento no mercado de trabalho brasileiro.
  • Entre 14 e 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras é 1,4 vez superior à de homens brancos da mesma faixa etária.
  • Na faixa de 18 a 24 anos, a desocupação de mulheres negras é 1,6 vez maior que a de homens brancos.
  • O rendimento médio das mulheres negras corresponde a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, diferença que se mantém inalterada.
  • A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas.
  • Mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, indicando desistência na procura por trabalho.
  • Regiões periféricas e a mobilidade urbana agravam os obstáculos enfrentados por essas jovens.
  • Políticas estruturantes, cotas raciais e sociais, programas de permanência e qualificação profissional são apontadas como soluções essenciais. https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/desemprego-atinge-24-7-entre-jovens-mulheres-negras-mostra-estudo
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