O cogumelo que não nasceu pronto

Existe uma cena didática que Marilane Teixeira, economista e pesquisadora do Cesit/IE-Unicamp, usa para desmontar séculos de epistemologia econômica dominante. Você passa por um campo, vê um cogumelo e pensa: nasceu pronto, estava lá. É exatamente assim, diz ela, que a economia neoclássica trata os indivíduos — como se chegassem ao mundo já formados, já prontos para maximizar utilidades, já inseridos numa ordem natural do mercado. E esses indivíduos, claro, são homens. E são brancos.
O cogumelo que não nasceu pronto

O cogumelo que não nasceu pronto A economista Marilane Teixeira utiliza a imagem de um cogumelo para criticar a economia neoclássica. Ela argumenta que essa corrente trata os indivíduos como se já viessem prontos ao mundo, aptos a maximizar utilidades e inseridos em uma ordem de mercado natural. Essa perspectiva, segundo Teixeira, ignora o desenvolvimento dos indivíduos e exclui mulheres e pessoas não brancas.

  • Marilane Teixeira, economista e pesquisadora, usa a metáfora do cogumelo para criticar a economia dominante.
  • A economia neoclássica é comparada a um cogumelo que “nasceu pronto”, tratando os indivíduos como se já chegassem formados ao mundo.
  • Essa abordagem ignora o processo de formação e desenvolvimento dos indivíduos.
  • A metáfora destaca que os indivíduos considerados pela economia neoclássica são homens e brancos. https://www.brasil247.com/blog/o-cogumelo-que-nao-nasceu-pronto
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