Como décadas de desregulação e guerras pariram o neofascismo de Trump

Análise conecta crise social, financeirização e complexo militar à ascensão autoritária, mostrando como elites econômicas moldaram o cenário político global.
Como décadas de desregulação e guerras pariram o neofascismo de Trump

Como décadas de desregulação e guerras pariram o neofascismo de Trump A eleição de Donald Trump é apresentada como um desfecho lógico de meio século de hegemonia neoliberal, que desmantelou o Estado social e criou terreno fértil para o neofascismo. As oligarquias que lucraram com as políticas neoliberais apoiaram Trump para garantir a repressão ao trabalho, guerras lucrativas e o desmonte regulatório. A conclusão é que o neoliberalismo é o ventre que gestou o neofascismo, e combatê-lo exige uma alternativa anti-imperialista socialista, não um retorno a um neoliberalismo ‘de rosto humano’.

  • O neoliberalismo, com sua financeirização e desmantelamento do Estado social, criou as condições para o neofascismo trumpista.
  • Otras oligarquias lucraram com políticas neoliberais e guerras, apoiando Trump como um carrasco da democracia.
  • A desregulação, flexibilização trabalhista e o Estado mínimo para os pobres levaram à estagnação salarial e concentração de renda nos EUA.
  • O discurso neofascista de Trump canalizou a raiva contra o ‘sistema’ gerada pela perda de horizonte de futuro da classe trabalhadora.
  • O complexo industrial-militar e interesses geopolíticos nos EUA e Israel alimentaram narrativas de ameaça iraniana, gerando lucros com sanções e guerras.
  • Trump cortou impostos para super-ricos e desregulou Wall Street, demonstrando ser eficiente em garantir as demandas das oligarquias.
  • O neofascismo trumpista é o ápice do neoliberalismo, dispensando formalidades democráticas e operando abertamente como filial de corporações.
  • A luta contra o neofascismo exige uma alternativa anti-imperialista socialista, enterrando o neoliberalismo, que é a origem do problema.
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