Comissão conclui que ditadura assassinou Juscelino Kubitschek e seu motorista
Relatório aponta fraudes e omissões que sustentaram, ao longo dos últimos 50 anos, a falsa versão de acidente criada pelos militares
Comissão conclui que ditadura assassinou Juscelino Kubitschek e seu motorista A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos reconheceu o assassinato de Juscelino Kubitschek e seu motorista Geraldo Ribeiro em 1976, concluindo que o acidente relatado pela ditadura foi intencional. O relatório, que levou dois anos para ser concluído, reavaliou documentos e identificou fraudes na apuração original, contradizendo a versão oficial que sustentava a tese de acidente. A Comissão buscará retificar a certidão de óbito para registrar a responsabilidade do Estado ditatorial brasileiro no crime.
- A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos do Brasil reconheceu oficialmente que Juscelino Kubitschek e seu motorista foram assassinados em 1976.
- O relatório de dois anos concluiu que o acidente que matou o ex-presidente e seu motorista foi intencional e ocultado pelo regime militar.
- Foram identificadas ao menos 37 fraudes na apuração das mortes, contradizendo a versão oficial de acidente.
- A conclusão difere da Comissão Nacional da Verdade, que em 2014 considerou as mortes acidentais.
- A Comissão buscará retificar a certidão de óbito de JK para registrar a responsabilidade do Estado ditatorial no assassinato.
- Evidências como marcas de frenagem e ausência de danos nas lanternas traseiras contradizem a versão de que o carro foi atingido por um ônibus.
- O relatório aponta para a rápida chegada de militares ao local, controle da área, adulteração da cena, desrespeito à cadeia de custódia dos corpos e alteração do horário da morte.
- Destruição deliberada de provas, desmantelamento do veículo e ameaças às famílias também foram relatados. https://vermelho.org.br/2026/05/30/comissao-conclui-que-ditadura-assassinou-juscelino-kubitschek-e-seu-motorista/
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