Colômbia às urnas: esquerda mira vitória no 1º turno
Amanda Harumy analisa eleição colombiana, legado de Petro e o avanço da extrema-direita na América Latina no Entrelinhas Vermelhas
Colômbia às urnas: esquerda mira vitória no 1º turno A análise da eleição presidencial colombiana por Amanda Harumy no Entrelinhas Vermelhas detalha a disputa entre o candidato de esquerda Iván Cepeda, herdeiro político de Gustavo Petro, e a direita dividida entre o uribismo e uma nova extrema-direita populista. O programa aborda o histórico conflito colombiano, o fragilizado processo de paz e o impacto de fake news e ameaças políticas no cenário eleitoral. Adicionalmente, a especialista conecta a eleição colombiana a um plano de intervenção dos EUA na América Latina, visando desestabilizar eleições na região e garantir acesso a recursos naturais, com o Brasil sendo o próximo alvo.
- Amanda Harumy, doutora em Integração Latino-Americana, analisa a eleição presidencial colombiana no programa Entrelinhas Vermelhas.
- O candidato de esquerda é Iván Cepeda, senador do Pacto Histórico e herdeiro político do governo Petro, com Aida, representante indígena, como vice.
- A estratégia da esquerda é vencer no primeiro turno para evitar a união das candidaturas de direita em um segundo round.
- O legado de Petro é destacado pela construção do progressismo na Colômbia, rompendo com a ligação histórica da esquerda à clandestinidade e à luta armada.
- O conflito colombiano, com raízes na disputa pela terra desde 1964, foi contaminado pela economia da cocaína, afetando guerrilhas, paramilitares, empresários e políticos.
- O processo de paz de 2016 foi fragilizado pela desinformação e descumprido com o retorno da extrema-direita ao poder em 2018.
- A extrema-direita colombiana defende o rearmamento do país e utiliza o ‘terrorismo político’ para ganhar votos.
- Duas direitas disputam a eleição: a ‘extrema direita tradicional’ do uribismo (Paloma) e uma ‘nova extrema direita’ populista (Abelardo), comparado a Bukele e Milei.
- Pesquisas indicam Cepeda com 44%, Abelardo com 30% e Paloma com 20%, mas há incertezas devido a ameaças a eleitores.
- O vazamento do ‘Honduras Gate’ revelou um plano dos EUA de intervenção em eleições na região via desinformação e chantagem financeira, visando o acesso a riquezas naturais diante da disputa com a China.
- O Equador de Noboa é aliado nesse projeto, tensionando a fronteira com a Colômbia.
- Há o risco de mobilização de capacidades econômicas, políticas e militares dos EUA para desestabilizar a eleição colombiana e, posteriormente, a brasileira. https://vermelho.org.br/2026/05/28/colombia-as-urnas-esquerda-mira-vitoria-no-1o-turno/
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