A morte de Gabriel Ganley e o capitalismo estético de plataforma
A morte de Gabriel Ganley e o capitalismo estético de plataforma O caso de um influenciador japonês que se passou por jovem mulher e a morte do fisioculturista brasileiro Gabriel Ganley exemplificam o ‘capitalismo estético de plataforma’, onde a aparência e a imagem se tornam ativos econômicos nas redes sociais. Plataformas digitais incentivam a produção de conteúdo visualmente atraente, onde a atenção e a visibilidade geram valor econômico, muitas vezes em detrimento da autenticidade e da saúde. A busca por engajamento e popularidade, combinada com o uso de substâncias como anabolizantes, pode levar a consequências extremas, como no caso de Ganley, cuja morte foi ligada ao uso de hormônios e à pressão por audiência.
- Um homem de 50 anos no Japão se passou por uma jovem em redes sociais para ganhar popularidade, editando suas fotos e criando um alter ego.
- O fisioculturista brasileiro Gabriel Ganley, com 1,5 milhão de seguidores, morreu aos 22 anos, com suspeita de problema cardíaco, após aderir ao uso de anabolizantes.
- O conceito de ‘capitalismo estético de plataforma’ descreve como redes sociais transformam a aparência e a imagem em recursos econômicos, incentivando a busca por atenção e engajamento.
- A busca por audiência e visibilidade nas plataformas digitais pode levar a pressões para realizar feitos incomuns ou perigosos, como o uso de anabolizantes no fisiculturismo.
- O autor reflete sobre suas expectativas ingênuas em relação às redes sociais, que prometiam valorizar ideias sobre aparência, mas acabaram consolidando a primazia da estética e da performance. https://vermelho.org.br/coluna/a-morte-de-gabriel-ganley-e-o-capitalismo-estetico-de-plataforma/
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