A Copa do Mundo não suspende a Geopolítica
Começou a Copa do Mundo! De quatro em quatro anos, não tem jeito: nossas atenções são fisgadas por esse campeonato apaixonante.
A Copa do Mundo não suspende a Geopolítica A Copa do Mundo reflete as tensões das relações internacionais e a ordem vigente, mesmo sendo um evento esportivo. A competição expõe como a política influencia as disputas, desde a participação de seleções até a organização do torneio. A hierarquia do futebol não se alinha com a do poder internacional, e a FIFA, apesar de vetar mensagens políticas, já se mostrou politicamente alinhada.
- O esporte, especialmente em competições entre seleções, reflete as tensões geopolíticas globais.
- A presença do Irã na Copa, apesar de vistos negados e realocação de base, exemplifica a influência política.
- A organização conjunta da Copa por Canadá, EUA e México demonstrava integração, mas hoje seria inviável dadas as relações tensas.
- A hierarquia do futebol não corresponde à do poder internacional; potências como EUA e China não têm posição de destaque no esporte.
- O Haiti, apesar de sua fragilidade, participa da Copa, mas sua camisa com mensagem política foi vetada pela FIFA.
- A FIFA, que vetou a estampa haitiana, já concedeu um prêmio político a Donald Trump.
- O formato expandido da Copa com mais seleções da Ásia, África e América Latina pode ser visto como um reflexo de uma ordem internacional mais plural.
- Para o Brasil, a participação em todas as Copas e o status de pentacampeão geram expectativas, promovem soft power e podem diminuir a polarização política temporariamente.
- A Copa do Mundo serve como palco para a geopolítica, não a suspende, e reflete as divisões do mundo, mas traz a esperança de que disputas futuras ocorram apenas em campos esportivos. https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-filho/copa-do-mundo-suspende-geopolitica/
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