Fachin marca julgamento de recursos de big techs contra mudança no Marco Civil da Internet

Presidente do Supremo agendou para 10 de junho análise do assunto no plenário físico. Leia na Gazeta do Povo.
Fachin marca julgamento de recursos de big techs contra mudança no Marco Civil da Internet

Fachin marca julgamento de recursos de big techs contra mudança no Marco Civil da Internet O STF julgará recursos de grandes plataformas digitais contra a decisão que alterou o Marco Civil da Internet, tornando-as mais responsáveis por conteúdos ilícitos. As novas regras preveem responsabilização civil mesmo sem ordem judicial em alguns casos e remoção obrigatória de conteúdos idênticos aos já censurados. A decisão visa proteger direitos fundamentais e a democracia, mas é provisória até que o Congresso regulamente o tema, com debates sobre Inteligência Artificial em andamento.

  • O STF julgará nove recursos de plataformas digitais contra a decisão que declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet.
  • A decisão aumenta a responsabilidade das plataformas por anúncios e conteúdos automatizados ilícitos, prevendo remoção de outros conteúdos independentemente de ordem judicial.
  • Gigantes como Facebook e Google estão entre as partes envolvidas, que buscam reverter a nova interpretação da lei.
  • A mudança estabelece que as plataformas serão responsáveis civilmente por danos decorrentes de conteúdos de terceiros em casos de crimes ou atos ilícitos, sem prejuízo do dever de remoção.
  • Há obrigatoriedade de remover conteúdos idênticos aos já censurados por decisão judicial, mediante notificação.
  • Cria-se a presunção de responsabilidade para conteúdos impulsionados ou publicados por robôs, com possibilidade de indenização ou multa mesmo sem notificação prévia.
  • O STF ampliou a responsabilidade das redes para remoção imediata de conteúdos em casos de crimes graves como terrorismo, racismo, crimes contra a mulher e pornografia infantil.
  • A responsabilização por ‘falhas sistêmicas’ será aplicada caso as plataformas deixem de adotar medidas adequadas de prevenção ou remoção de conteúdos ilícitos.
  • Para a aplicação das regras, provedores devem ter sede e representante legal no Brasil.
  • As novas regras valem enquanto o Congresso Nacional não regulamentar as plataformas, incluindo o debate sobre Inteligência Artificial. https://www.gazetadopovo.com.br/republica/fachin-marca-julgamento-de-recursos-de-big-techs-contra-mudanca-no-marco-civil-da-internet/
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