Os políticos querem o voto evangélico, mas não suportam sua consciência

O evangélico é alvo de duas caricaturas. Para uns, é massa ignorante manipulada por pastores. Para outros, é propriedade eleitoral natural de determinado campo político.
Os políticos querem o voto evangélico, mas não suportam sua consciência

Os políticos querem o voto evangélico, mas não suportam sua consciência O artigo critica a forma como o “Brasil oficial” redescobre os evangélicos a cada eleição como ativo eleitoral, ignorando sua complexidade como povo e comunidade de fé. Argumenta que a política tenta capturar a religião, em vez de permitir a participação do cidadão religioso na vida pública, distorcendo a noção de laicidade. A influência crescente de algoritmos e tecnologias digitais no processo eleitoral é destacada como um novo e perigoso “cabo eleitoral” que manipula afetos e percepções, levando a caricaturas simplistas do eleitorado evangélico.

  • Evangélicos são frequentemente vistos apenas como um ativo eleitoral, e não como uma comunidade de fé com dores, esperanças e visões de mundo.
  • A política busca capturar a religião, utilizando a fé como ferramenta eleitoral e distorcendo o conceito de Estado laico para silenciar vozes religiosas.
  • Algoritmos e tecnologias digitais funcionam como novos e potentes cabos eleitorais, manipulando emoções e percepções dos eleitores de forma opaca.
  • As caricaturas que retratam evangélicos como massa manipulada ou propriedade eleitoral são falsas e preguiçosas, ignorando a complexidade e a transformação cultural que o movimento representa.
  • A participação política do cidadão religioso é legítima, mas a fé não deve ser curvada ao poder político (“César”) nem silenciada pelo secularismo; deve falar com verdade e consciência. https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cronicas-de-um-estado-laico/politicos-voto-evangelico-laicismo/
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