Surdos cobram reconhecimento da Libras em processos seletivos acadêmicos
O direito à acessibilidade existe no papel, mas sua aplicação em provas ainda depende da leitura de cada banca
Surdos cobram reconhecimento da Libras em processos seletivos acadêmicos Candidatos surdos denunciam falta de acessibilidade em processos seletivos acadêmicos, como no Instituto Federal Catarinense e na Universidade de São Paulo, onde recursos aprovados não foram cumpridos ou a possibilidade de responder em Libras foi negada. A aplicação das leis de acessibilidade em concursos e avaliações acadêmicas ainda depende da interpretação de cada banca examinadora, gerando insegurança e desigualdade. Essa instabilidade e barreiras linguísticas contribuem para a menor presença de pessoas com deficiência no ensino superior.
- Candidatos surdos em processos seletivos do IFC e USP relatam problemas de acessibilidade e falta de reconhecimento da Libras como língua de produção acadêmica.
- No IFC, recursos de acessibilidade previamente aprovados para um concurso de professor de Libras não foram cumpridos no dia da prova.
- Na USP, a exigência de respostas exclusivamente em português escrito em um mestrado gerou controvérsia, com candidatos defendendo o uso da Libras.
- A garantia de acessibilidade em avaliações acadêmicas depende da interpretação de cada banca, não havendo critérios uniformes sobre como a Libras deve ser garantida.
- Pesquisadores apontam que barreiras linguísticas e institucionais contribuem para a desigualdade educacional enfrentada por pessoas surdas. https://www.cartacapital.com.br/educacao/surdos-cobram-reconhecimento-da-libras-em-processos-seletivos-academicos/
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