Lobo em pele de cordeiro?

O desafio do novo presidente, com o caixa reforçado, é superar desconfianças sobre a independência da autarquia
Lobo em pele de cordeiro?

Lobo em pele de cordeiro? A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu mais verbas, mas enfrenta um desafio de credibilidade devido à crescente influência de grandes companhias e escritórios de advocacia. A nova gestão, liderada por Otto Lobo, já esteve no centro de polêmicas como o caso Ambipar, levantando dúvidas sobre a independência decisória da autarquia e a efetividade de sua fiscalização, apesar de reforços orçamentários.

  • A CVM triplicou seu caixa com a recuperação da taxa de fiscalização, mas a escassez de verbas não era o único problema.
  • A credibilidade da CVM está ameaçada pela penetração de interesses de grandes companhias e escritórios de advocacia que ela deveria fiscalizar.
  • Otto Lobo, novo presidente da CVM, está envolvido em polêmicas, como no caso Ambipar, onde seu voto de desempate dispensou uma oferta pública de aquisição.
  • Profissionais do mercado de capitais apontam negligência da CVM em casos como o da REAG, com participação de Lobo, e relatam falta de efetividade em denúncias.
  • Especialistas questionam a independência decisória da CVM, mesmo com mais orçamento, e apontam o risco de captura regulatória e falta de transparência.
  • Auditorias do TCU indicaram conflitos de interesses na atuação de diretores da CVM e em instituições ligadas.
  • O recrutamento de presidentes da CVM oriundos da iniciativa privada ou de bancas de advocacia tem sido frequente nos últimos 20 anos, comparado a práticas de órgãos reguladores nos EUA.
  • A CVM propôs um plano emergencial de reestruturação da atividade fiscalizatória ao Ministério da Fazenda, incluindo força-tarefas, ampliação de efetivo e uso de IA. https://www.cartacapital.com.br/economia/lobo-em-pele-de-cordeiro/
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