Fora da Faria: O dinheiro explica as dificuldades do futebol brasileiro
O caixa do dia a dia ainda não fecha sem venda de jogador
Fora da Faria: O dinheiro explica as dificuldades do futebol brasileiro O futebol brasileiro enfrenta dificuldades financeiras, pois o modelo atual prioriza a venda de jogadores para cobrir despesas recorrentes, em vez de sustentar equipes competitivas a longo prazo. Apesar de receitas totais recordes, o EBITDA recorrente é negativo, evidenciando que o fluxo de caixa diário não fecha sem transferências. Sem um choque de gestão que inclua fair play financeiro, controle de custos e diversificação de receitas, o futebol nacional continuará fragilizado financeiramente e em desempenho esportivo.
- O futebol brasileiro não tem falta de dinheiro, mas o dinheiro entra e sai de forma insustentável.
- A receita recorrente (excluindo venda de jogadores) não cobre os custos operacionais, resultando em um EBITDA recorrente negativo.
- O modelo atual incentiva a formação e venda rápida de jogadores, ao invés de construir equipes competitivas de forma contínua.
- Clubes de elite como Flamengo, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Corinthians e São Paulo dependem fortemente de receitas de transferências.
- Despesas com salários e contratações aumentaram, enquanto a dívida total dos clubes da Série A atingiu R$ 17,3 bilhões.
- A venda de jogadores é frequentemente a única forma de equilibrar as contas, tornando-se uma condição de sobrevivência para muitos clubes.
- A lógica do futebol se assemelha a um marketplace de talentos, onde atletas são vistos mais como produtos a serem monetizados do que como parte de um projeto esportivo de longo prazo.
- A falta de gestão, fair play financeiro efetivo, controle de custos e diversificação de receitas fragiliza o futebol brasileiro. https://www.cartacapital.com.br/blogs/fora-da-faria/o-dinheiro-explica-as-dificuldades-do-futebol-brasileiro/
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