O inadimplente que nunca ficou no vermelho: fintech mapeia o perfil de risco que os bancos não enxergam

Levantamento com 78,5% dos solicitantes sem saldo negativo revela que o desequilíbrio entre renda e gastos antecipa o calote melhor do que o extrato bancário
O inadimplente que nunca ficou no vermelho: fintech mapeia o perfil de risco que os bancos não enxergam

O inadimplente que nunca ficou no vermelho: fintech mapeia o perfil de risco que os bancos não enxergam Uma fintech de crédito em São Paulo sugere que o desequilíbrio entre renda e gastos é um sinal mais confiável de risco de inadimplência do que um saldo bancário negativo. O levantamento indica que a maioria dos clientes que solicitam empréstimos nunca registram saldo negativo, mas ainda assim gastam mais do que ganham acumulado em 12 meses. A análise considera o fluxo financeiro contínuo, combinando dados de Open Finance, birôs de crédito e comportamento do cliente, em vez de apenas cortes pontuais no saldo.

  • O desequilíbrio entre renda e gastos é um indicador de risco de inadimplência mais consistente do que saldo bancário negativo.
  • 78,5% dos clientes que solicitaram empréstimo à Aro nunca tiveram saldo negativo, mas 65% deles gastaram mais do que receberam em 12 meses.
  • Dois terços dos clientes mantêm um saldo médio anual inferior a R$ 100.
  • A Aro utiliza dados de Open Finance, birôs de crédito e variáveis comportamentais para analisar o fluxo financeiro ao longo do tempo.
  • A análise contínua do fluxo financeiro revela que muitos operam sem folga, mesmo sem saldo negativo.
  • Modelos tradicionais de crédito podem classificar erroneamente o risco, pois focam em eventos binários como estar ou não negativado.
  • O avanço do Open Finance no Brasil viabiliza análises de risco mais sofisticadas em escala. https://www.cartacapital.com.br/do-micro-ao-macro/inadimplencia-emprestimo-saldo-negativo-fluxo-financeiro/
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