Paulo Serra (PSDB) desiste da candidatura ao governo de São Paulo
Paulo Serra (PSDB) desiste da candidatura ao governo de São Paulo A eleição em São Paulo encolheu de vez: Paulo Serra saiu, Kim Kataguiri já tinha saído e o tabuleiro ficou praticamente reduzido ao duelo Tarcísio x Haddad. No meio do caminho, o PSDB troca a ambição de Palácio por cadeira em plenário.
O movimento governista: menos nomes, mais Tarcísio
Na leitura de veículos alinhados ao campo governista, a desistência de Paulo Serra é parte de uma engenharia para consolidar a reeleição de Tarcísio de Freitas. O recuo do ex-prefeito de Santo André, que agora busca vaga na Câmara, “reduz o número de candidaturas no campo da direita e busca beneficiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas”.
Outro foco é a negociação de bastidor: aliados do governador trabalharam para evitar a candidatura tucana e já se fala em composição formal. Serra “desiste de disputar governo de SP e discute apoio a Tarcísio”, com tucanos esperando espaço em secretarias em troca do endosso. As pesquisas reforçam o cálculo: levantamento do Paraná Pesquisas mostra Tarcísio com 45,6% contra 34,1% de Haddad, enquanto Serra patinava em 4,6% e Kim em 3%.
A saída em série virou até piada em rede social: “Kim Kataguiri, do MBL, desiste de disputar governo de SP” virou mote de deboche em postagem de Rodrigo Constantino, que satiriza a debandada da direita no estado.
A versão tucana e a leitura da oposição
Já a oposição enfatiza a narrativa pessoal de Serra: ele “não considera a desistência da eleição para governador um recuo político, mas a continuidade de um projeto iniciado em Santo André”. O próprio tucano se vende como quadro técnico que quer levar “planejamento, responsabilidade fiscal, inovação, eficiência administrativa” para Brasília.
Mas, na prática, até a imprensa crítica ao governo reconhece o efeito político: com Serra e Kataguiri fora do jogo, “o pleito em São Paulo se concentra ainda mais entre o governador Tarcísio de Freitas […] e o ex-ministro Fernando Haddad”. De um lado, o cálculo frio de máquina; de outro, o discurso de projeto de longo prazo. No centro, um fato incômodo para o PSDB: o partido que já dominou São Paulo agora negocia apoio — e não protagonismo.
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