Rui Costa é demitido do cargo de executivo de futebol do São Paulo
Rui Costa é demitido do cargo de executivo de futebol do São Paulo Rui Costa caiu, mas o problema do São Paulo é bem maior do que um cargo na diretoria: o clube tenta vender a demissão como solução rápida enquanto ainda tateia um rumo claro para o futebol.
De um lado, a narrativa oficial e dos bastidores é de que não havia mais como segurar o executivo. A decisão do presidente Harry Massis foi comunicada neste sábado, após “meses de forte desgaste interno e crescente pressão” de conselheiros e torcida organizada, com a Independente pedindo sua saída reiteradas vezes. A demissão de Hernán Crespo, então líder do Brasileiro, e a aposta fracassada em Roger Machado, que durou 17 jogos e saiu com eliminação na Copa do Brasil, viraram o dossiê de acusação contra Rui Costa.
De outro lado, o discurso público do clube é asséptico. Na nota oficial, o São Paulo apenas “comunica o desligamento do executivo de futebol Rui Costa, que estava no cargo desde 2021” e agradece “pelos anos de dedicação”. Nada de autocrítica sobre escolhas técnicas ou planejamento.
Na sucessão, o contraste é entre improviso e oportunidade. Rafinha, ex-lateral e hoje gerente esportivo, vira diretor interino e “principal responsável pela condução do futebol tricolor neste momento de transição”, sem risco imediato no cargo. Ao mesmo tempo, a cúpula admite que não tem um plano fechado e trata sua permanência como um “período de observação”, um verdadeiro “test-drive” para possível efetivação.
Enquanto isso, o elenco continua em obra: Arthur Chaves segue na pauta, Victor Sá já foi acertado, e nomes como Cédric Soares aparecem na lista de dispensas para aliviar a folha. Sai Rui Costa com o carimbo de vilão, entra Rafinha à prova. A dúvida é se o giro no cartório da diretoria será suficiente para mudar o placar em campo.
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