EUA avaliam reduzir restrições de viagem ao Irã para a Copa do Mundo
EUA avaliam reduzir restrições de viagem ao Irã para a Copa do Mundo Os Estados Unidos vendem a ideia de “jogo limpo” na Copa do Mundo de 2026, mas, na prática, ainda decidem com caneta de segurança nacional quanto tempo a seleção do Irã pode pisar em solo americano.
De um lado, a Casa Branca tenta se apresentar como garantidora da competição. Segundo a emissora norte-americana KOMO TV News, o governo avalia reduzir as restrições de viagem impostas ao Irã, permitindo maior flexibilidade especialmente no terceiro jogo, em Seattle, contra o Egito. Hoje, o visto obriga a equipe a entrar apenas um dia antes da partida e sair no mesmo dia do jogo, mesmo com o torneio sendo dividido entre EUA, Canadá e México. O diretor da força-tarefa da Copa na Casa Branca, Andrew Giuliani, sustenta que o objetivo é equilibrar esporte e segurança: o presidente quer “garantir a igualdade competitiva sem comprometer nossa segurança nacional” e o governo estaria apenas “permitindo que o time entrasse e jogasse a Copa do Mundo”.
Do outro lado, Teerã pinta um quadro bem menos generoso. A Federação Iraniana de Futebol levou o caso à Fifa, alegando que as regras atuais são “incompatíveis com o princípio de igualdade de condições” e podem afetar a preparação técnica da equipe. A federação reiterou publicamente que as restrições “são incompatíveis com os princípios de oferecer condições de igualdade às equipes participantes”. O técnico Amir Ghalenoei foi ainda mais direto, classificando o Irã como a equipe “mais oprimida” do torneio.
Enquanto Washington fala em gesto “espetacular” em favor da participação iraniana, o Irã insiste que está jogando em campo inclinado. O possível alívio nas regras para a terceira partida pode reduzir o desgaste logístico, mas não apaga a pergunta central: quem define o que é fair play quando a bola cruza a fronteira da geopolítica?
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