Raphinha sente lesão na coxa em jogo contra o Haiti e preocupa seleção
Raphinha sente lesão na coxa em jogo contra o Haiti e preocupa seleção A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti deveria trazer sossego. Em vez disso, a seleção brasileira acordou com um déjà-vu na coxa direita de Raphinha e um rombo potencial no plano tático de Carlo Ancelotti.
CBF em modo contenção de danos
A versão oficial é de cautela controlada: Raphinha “sentiu dores no músculo posterior da coxa direita” e “iniciou o tratamento e será reavaliado” pela CBF. O discurso tenta ser tranquilizador, mas o contexto é tudo, e ele é péssimo. O mesmo músculo já havia sido problema três vezes na temporada, somando “três meses e meio afastado dos gramados”.
Veículos alinhados à cobertura mais institucional destacam que, mesmo em caso de corte, “a Seleção não pode convocar um substituto”, já que o prazo da Fifa para mudanças na lista acabou 24 horas antes da estreia contra Marrocos. Ou seja: qualquer desfecho ruim com Raphinha vira problema estrutural do elenco, não só drama individual.
Vestiário entre apreensão e esperança
No gramado e na zona mista, o tom é menos jurídico e mais humano. Vini Jr. resumiu o clima: “Uma pena o Rapha ter saído machucado. Acho que foi a mesma lesão da última vez. A gente fica muito triste por isso. Espero que não seja nada grave e que ele possa seguir com a gente”. Lucas Paquetá reforça que o companheiro está “um pouco abatido”, mas é “muito importante” para o time.
Críticos miram gestão física e dependência do elenco
Na imprensa de oposição, o foco é menos no azar e mais na gestão: lembra-se que Raphinha já havia sofrido lesão semelhante há cerca de três meses, ficando mais de um mês fora, e que a situação agora “gera preocupação” renovada. A mesma nota oficial da CBF é citada, mas com ênfase no padrão de reincidência, não na calma.
Ao mesmo tempo, projeta-se o plano B: Neymar é tratado como possível reforço imediato contra a Escócia, enquanto Raphinha “iniciou tratamento” e vira interrogação tática para Ancelotti. Até na arquibancada a atenção já migra para o próximo capítulo: “Vou apenas em um, semana que vem. Brasil vs Escócia”.
No fim, todos concordam em algo raro: ninguém está tranquilo. Divergem só no alvo da cobrança — o departamento médico, a Fifa, o calendário ou a própria CBF.
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