Governo lança programa de financiamento para taxistas e motoristas de aplicativo

O governo federal regulamentou e abriu as solicitações para o programa Move Brasil, que oferece linhas de financiamento com juros reduzidos para taxistas e motoristas de aplicativo comprarem veículos novos. A medida, que já registra alta procura, visa renovar a frota nacional e melhorar as condições de trabalho da categoria.
Governo lança programa de financiamento para taxistas e motoristas de aplicativo

Governo lança programa de financiamento para taxistas e motoristas de aplicativo O novo programa de financiamento Move Brasil cai como alívio para motoristas de táxi e de aplicativo — mas também como munição na guerra política sobre gasto público em ano eleitoral.

De um lado, o governo vende o pacote como política de modernização e justiça social. O Conselho Monetário Nacional regulamentou o “Move Brasil Entregadores e MotoApp” para “ampliar acesso ao crédito e renovar frota” de quem vive do transporte urbano, com foco em eficiência energética e eletromobilidade. A linha Move Aplicativos oferece crédito de até R$ 150 mil para veículos zero quilômetro, com R$ 30 bilhões em crédito extraordinário, voltado à renovação da frota de transporte individual.

Os detalhes reforçam a narrativa de inclusão: juros mensais de até 0,91% para mulheres e 0,99% para homens, prazo de 72 meses e exigência de veículos flex, híbridos ou elétricos listados no programa. Segundo o Planalto, a taxa anual de 12,5% e o teto de R$ 150 mil buscam combinar sustentabilidade com acesso real ao crédito.

Na prática, a fila já se formou. Motoristas podem se cadastrar no portal gov.br/movebrasil, esperar resposta em até cinco dias úteis e, se aprovados, negociar o financiamento com bancos parceiros do BNDES. O governo alardeia que 740 mil profissionais já cumprem os requisitos para entrar na linha Move Aplicativos.

Do outro lado, a oposição enxerga risco fiscal mascarado por boas intenções. A Revista Oeste destaca que a demanda por empréstimos é “gigantesca” e supera as estimativas iniciais, nas palavras do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O programa, lembra a publicação, cria “mais uma frente de gasto público” em meio à pressão sobre as contas federais e à preocupação do mercado com o crescimento das despesas, somando-se a outros incentivos subsidiados em pleno ano eleitoral.

Governo e aliados falam em frota mais verde e trabalho mais digno; críticos veem uma bomba-relógio fiscal empurrada para a próxima gestão. O que ambos reconhecem é um ponto em comum: a procura explodiu — e o impacto real ainda está por chegar.

https://resumosbrasil.com/stories/019ee328-2665-1a19-7031-1236fdb7cb27

Write a comment