Messi marca três gols contra a Argélia e iguala recorde de Klose em Copas

Lionel Messi marcou um hat-trick em sua estreia na Copa do Mundo de 2026 contra a Argélia, levando a Argentina a uma vitória por 3-0. Com os três gols, o craque igualou o alemão Miroslav Klose como o maior artilheiro da história das Copas, com 16 gols.
Messi marca três gols contra a Argélia e iguala recorde de Klose em Copas

Messi marca três gols contra a Argélia e iguala recorde de Klose em Copas Messi transformou a estreia da Argentina na Copa de 2026 em rito de passagem histórico: hat-trick, recordes e uma Argélia atônita. Mas, enquanto o mundo celebra o camisa 10, os olhares sobre o jogo vão de épico consagrado a tragédia argelina — com pitadas de moda, marketing e memes.

De um lado, a narrativa da consagração. Sites esportivos destacam que Messi, aos 39 anos, marcou seu primeiro hat-trick em Copas e igualou Miroslav Klose como maior artilheiro da história dos Mundiais, com 16 gols. A vitória por 3 a 0 contra a Argélia, em Kansas City, é tratada como “estreia histórica”, com o craque liderando uma Argentina dominante na defesa do título. Em outra frente, os mesmos veículos reforçam a dimensão de carreira: seis Copas disputadas, feito inédito no futebol, e um Messi que empilha recordes enquanto se despede do torneio.

Em paralelo, há a Argentina “irreconhecível”: tranquila, sem o drama crônico que marcou meio século de frustrações. A seleção chega serena, mídia e torcida em sintonia e o tetra tratado mais como projeto sólido do que como obsessão nervosa. Até a escalação com Messi titular na estreia vira confirmação de normalidade de um campeão estabelecido, não de um país em crise de identidade futebolística.

Do lado argelino, o foco muda de gênio para vilão involuntário. A cobertura destaca as falhas de Luca Zidane, goleiro da Argélia e filho de Zinedine, responsável direto por dois gols de Messi e imediatamente transformado em alvo de memes nas redes. A mesma imprensa que conta sua história como francês de Marselha que mudou de nacionalidade esportiva para honrar as raízes argelinas agora o vê estrear em Copa sob os holofotes mais cruéis possíveis.

E, no meio do turbilhão, até a chuteira de Messi vira pauta. Enquanto o rosa domina os gramados como tendência de marketing e visibilidade, o argentino desfila com a exclusiva “El Último Tango”, em branco, azul e dourado, reforçando a imagem de figura à parte — inclusive na estética de sua última Copa.

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