Tunísia demite técnico Sabri Lamouchi durante a Copa do Mundo

O técnico da seleção da Tunísia, Sabri Lamouchi, foi demitido durante a Copa do Mundo de 2026, após uma goleada de 5 a 1 sofrida para a Suécia. A decisão surpreendeu, já que a equipe ainda tinha chances de classificação. Lamouchi é apenas o quarto técnico na história a ser demitido com a competição em andamento.
Tunísia demite técnico Sabri Lamouchi durante a Copa do Mundo

Tunísia demite técnico Sabri Lamouchi durante a Copa do Mundo A Tunísia ainda respira na Copa, mas já trocou o homem do banco: Sabri Lamouchi cai depois de um 5 a 1 para a Suécia, e a seleção entra para uma estatística tão rara quanto barulhenta.

De “virou Brasileirão” à crise de projeto

Do lado mais crítico, a demissão viralizou como símbolo de amadorismo. Nas redes, a expressão “virou Brasileirão” resumiu a percepção de que a Federação Tunisiana agiu no calor da goleada, copiando o velho costume de trocar técnico em plena competição. O retrospecto de Lamouchi é fraco – uma vitória, um empate e três derrotas, com 11 gols sofridos e apenas dois marcados –, mas a crítica opositora é menos sobre números e mais sobre planejamento: se o trabalho era ruim, por que mantê-lo até a estreia e só apertar o botão de emergência depois do primeiro revés pesado?

A versão oficial: dano de imagem e reação rápida

Na narrativa mais alinhada à federação, o tom é outro: a goleada para a Suécia foi “ponto final” em um ciclo que já vinha claudicante desde os amistosos, com derrotas para Áustria e Bélgica e desempenho geral de três derrotas, um empate e uma vitória em cinco jogos. A decisão, embora “surpreendente pelo momento”, é apresentada como necessária para tentar salvar a campanha, já que a Tunísia segue matematicamente viva no grupo.

Exceção histórica ou padrão em formação?

Outra leitura, mais histórica, relativiza o escândalo: Lamouchi é apenas o quarto técnico a ser demitido com uma Copa em andamento, repetindo um padrão que explodiu em 1998, quando Carlos Alberto Parreira, Cha Bum-kun e Henryk Kasperczak também caíram no meio do Mundial. Metade dessa lista agora é tunisiana, o que expõe um país que alterna entre buscar choques de gestão e reviver velhos fantasmas.

No fim, as duas Tunísias – a que quer mostrar comando forte e a que acusa improviso – entram em campo juntas no próximo jogo. O placar não vai decidir só o futuro na Copa, mas também qual narrativa vai prevalecer.

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