Pesquisa BTG/Nexus: Lula lidera sobre Flávio Bolsonaro para 2026

Uma nova pesquisa do instituto Nexus, encomendada pelo banco BTG Pactual, mostra Luiz Inácio Lula da Silva com vantagem sobre Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de 2026. Lula lidera por 9 pontos no primeiro turno e por 6 pontos no segundo, com 49% contra 43% do senador. O levantamento também indica que a aprovação do governo Lula (48%) superou a desaprovação (47%) pela primeira vez.
Pesquisa BTG/Nexus: Lula lidera sobre Flávio Bolsonaro para 2026

Pesquisa BTG/Nexus: Lula lidera sobre Flávio Bolsonaro para 2026 Lula abre frente sobre Flávio Bolsonaro na disputa de 2026, mas corre com vento econômico contra. A nova rodada BTG/Nexus virou munição para os dois lados: o Planalto comemora, a oposição aponta rachaduras na base social do governo.

Números que animam o Planalto

Veículos alinhados ao governo destacam que Lula “descola de Flávio Bolsonaro no segundo turno”, liderando por 49% a 43% e, pela primeira vez, fora da margem de erro. Nessas leituras, as pesquisas “confirmam força de Lula” ao mostrar vantagem também em outros institutos e cenários.

Outro trunfo vendido como virada de chave é a aprovação: a Nexus/BTG registrou “oscilação positiva na aprovação de Lula”, com 48% aprovando e 47% desaprovando o governo, o melhor saldo do terceiro mandato. Segmentações reforçam essa narrativa: Lula abre 13 pontos entre católicos e lidera no eleitorado mais pobre, além de ampliar a distância entre os eleitores “não polarizados”.

Leitura crítica da oposição

Do outro lado, a ênfase está no copo meio vazio. A própria BTG/Nexus mostra “quase metade do país” reprovando a economia de Lula, com 49% avaliando-a como ruim ou péssima, endividamento alto e Selic ainda em 14,5% ao ano. A vantagem eleitoral é tratada como relativa: Lula lidera “em todos os cenários”, mas a frente cai para apenas 6 pontos num eventual segundo turno contra Flávio.

A oposição também explora o desgaste do adversário: a rejeição a Flávio chega a 52%, e sua tentativa de vender como “crescimento gigantesco” uma oscilação de 1 ponto na pesquisa espontânea é classificada como “risível”. Ao mesmo tempo, veículos críticos ao bolsonarismo destacam que o senador, “em queda nas pesquisas”, corre para defender o Bolsa Família e moderar o discurso econômico.

Disputa em curso

Enquanto o campo governista aposta na sequência de levantamentos – Nexus hoje, Datafolha e outros institutos em seguida – para consolidar a ideia de favoritismo, a oposição insiste que, com economia fraca e quase um quarto do eleitorado ainda indeciso, a eleição está longe de resolvida.

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