Haddad e Tarcísio trocam críticas sobre gestão de Lula e privatização da Sabesp

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o pré-candidato ao governo paulista, Fernando Haddad, trocaram críticas públicas. Tarcísio afirmou que o Brasil perde oportunidades sob o terceiro mandato de Lula, enquanto Haddad defendeu a gestão econômica do presidente e acusou a venda da Sabesp por Tarcísio de falta de transparência.
Haddad e Tarcísio trocam críticas sobre gestão de Lula e privatização da Sabesp

Haddad e Tarcísio trocam críticas sobre gestão de Lula e privatização da Sabesp O palco era um evento empresarial em São Paulo, mas o clima foi de comício antecipado: Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad transformaram a plateia da revista Veja em arena para disputar o futuro de Lula, de São Paulo e da Sabesp.

De um lado, o ministro da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo escolheu o ataque frontal à privatização da Sabesp. Haddad acusou o governo paulista de ter conduzido a venda em ambiente restrito, beneficiando poucos: segundo ele, a segunda etapa da operação fez o Estado “abrir mão de R$ 3,7 bilhões” e foi montada para afastar concorrentes, canalizando a concessão para uma única empresa. Em tom ainda mais duro, resumiu o negócio como venda em “mesa de amigos”, com critérios “opacos e sem transparência”.

Do outro lado, Tarcísio tenta jogar luz sobre Brasília. Alinhado à oposição ao Planalto, o governador afirma que o terceiro mandato de Lula será lembrado pela “perda de oportunidade” e que o país está deixando uma janela histórica passar “embaixo dos nossos olhos”. Na sua narrativa, a gestão petista “não vai deixar saudade” e desperdiça chances de crescimento.

Haddad reage com números e discurso técnico: insiste que “o Brasil está crescendo com sustentabilidade fiscal e social”, defendendo a política econômica de Lula, com geração de emprego, aumento de renda e equilíbrio de contas públicas sem sacrificar os mais pobres. Para driblar o rótulo de “Taxad”, devolve a responsabilidade da taxação das importações aos governadores, dizendo que apenas corrigiu distorções já apontadas pelos estados.

O contraste é nítido: Tarcísio vende eficiência privatizante contra um Planalto perdulário; Haddad tenta ocupar o terreno da técnica, dizendo “não lido com ideologia. Lido com aritmética” e devolvendo a pecha de improviso ao governo paulista. No fundo, o embate sobre Sabesp e “oportunidades perdidas” é só o rascunho de uma campanha onde saneamento, tarifas e PIB serão munição diária.

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