Pesquisa Genial/Quaest mostra aumento da imagem negativa de Trump no Brasil

Uma pesquisa Genial/Quaest revela que a imagem negativa de Donald Trump entre os brasileiros subiu seis pontos percentuais em um mês, atingindo 45%. O aumento da rejeição ocorre após o presidente americano propor novas tarifas contra o Brasil e designar facções criminosas brasileiras como terroristas.
Pesquisa Genial/Quaest mostra aumento da imagem negativa de Trump no Brasil

Pesquisa Genial/Quaest mostra aumento da imagem negativa de Trump no Brasil A lua de mel de parte da elite política brasileira com Donald Trump contrasta cada vez mais com o humor do eleitorado: a rejeição ao presidente dos EUA subiu rápido e já encosta na metade do país.

Opinião pública x ofensiva de Trump

A pesquisa Genial/Quaest mostra que a avaliação negativa de Trump entre brasileiros saltou de 39% para 45% em um mês, um avanço de seis pontos percentuais. O gatilho: o novo “tarifaço” contra produtos brasileiros e a decisão de enquadrar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Reportagens destacam que a desaprovação não é só a Trump, mas também aos EUA: 46% dos entrevistados dizem ter opinião desfavorável sobre o país, contra 39% que veem os Estados Unidos de forma positiva.

Esquerda endurece, direita segura, independentes congelam

Entre eleitores de esquerda não lulista, a virada é quase ruptura: a imagem negativa de Trump chega a 84%, superando até os lulistas, onde 66% o avaliam mal. A esquerda governista e seu entorno leem as medidas como “intromissões” nos assuntos internos brasileiros e destacam que “brasileiros reagem negativamente às interferências de Trump no País”.

Na outra ponta, bolsonaristas e direita não bolsonarista seguem como bolsão de proteção a Trump: só 14% e 15%, respectivamente, o avaliam negativamente — embora mesmo entre bolsonaristas esse índice tenha subido três pontos. Entre independentes, a avaliação negativa ficou praticamente estável, oscilando de 46% para 47%.

Aliança desejada, mas em queda

O paradoxo: apesar da piora na imagem, quase metade dos brasileiros ainda prefere que a relação com os EUA seja de aliança, embora esse apoio tenha recuado cerca de dez pontos em um mês. Em outras palavras, o país quer parceria — mas não a qualquer preço, nem sob tarifaço e carimbo de terrorista.

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