Keiko Fujimori rejeita proposta de recontagem total de votos no Peru

A candidata à presidência do Peru, Keiko Fujimori, rejeitou a proposta de seu adversário, Roberto Sánchez, para uma recontagem total dos votos do segundo turno. Em meio a uma apuração acirrada com vantagem mínima para Fujimori, ela afirmou que qualquer pedido de revisão deve seguir os trâmites legais.
Keiko Fujimori rejeita proposta de recontagem total de votos no Peru

Keiko Fujimori rejeita proposta de recontagem total de votos no Peru Keiko Fujimori quer que o Peru confie na Justiça Eleitoral, não em uma contagem voto a voto televisionada. Roberto Sánchez, derrotado por um fio de cabelo, aposta justamente no oposto: só uma recontagem total devolveria tranquilidade às ruas.

O lado governista: “vale o que está na lei”

Na versão mais alinhada ao establishment peruano, Keiko não está fugindo da disputa, mas defendendo o rito institucional. Ela rejeita a proposta de recontagem total apresentada por Sánchez e reafirma que qualquer questionamento tem de seguir as “formalidades” previstas em lei, sob pena de o pedido ser rejeitado pelos jurados eleitorais especiais. Para esse campo, o recado é simples: se a oposição desconfia das urnas, que recorra ao Jurado Nacional de Eleições (JNE) – nada de acordos políticos de bastidor.

A narrativa governista destaca ainda que pedidos amplos de anulação de quase 2,4 mil mesas já foram considerados improcedentes pelo Jurado Eleitoral Especial de Lima, decisão que Keiko endossa. Com 50,02% contra 49,98% e uma vantagem de 6.554 votos em mais de 18 milhões, a mensagem é que a normalidade institucional deve prevalecer.

A oposição: recontar para legitimar

Do outro lado, a imprensa de oposição enfatiza o caráter “conservador” de Keiko e alega que, com uma margem tão estreita, a legitimidade do resultado exige transparência máxima. Sánchez propôs uma revisão completa com observadores internacionais para dissipar qualquer sombra de dúvida.

Enquanto isso, nas redes, o clima é de incredulidade. Um influenciador de direita resume a sensação diante da reviravolta milimétrica na apuração em uma única palavra: “Bizarro!”.

No fim, os dois campos dizem defender a democracia. A diferença é que um confia nos carimbos do tribunal, o outro quer recontar cada cédula sob holofotes internacionais.

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