Produtora do filme 'Dark Horse', Karina Gama, era investigada há quase uma década

Reportagens revelam que a empresária Karina Gama, produtora associada ao filme "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro, já era alvo de investigações por suspeitas de mau uso de dinheiro público há quase dez anos. Documentos da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam irregularidades em projetos financiados com recursos públicos ligados a Gama.
Produtora do filme 'Dark Horse', Karina Gama, era investigada há quase uma década

Produtora do filme ‘Dark Horse’, Karina Gama, era investigada há quase uma década A cinebiografia de Jair Bolsonaro ainda nem estreou e já carrega um enredo paralelo: a produtora associada a “Dark Horse”, Karina Gama, virou símbolo da simbiose entre dinheiro público, bolsonarismo e um sistema de controle que viu, registrou — mas demorou a agir.

De um lado, veículos alinhados ao governo Luiz Inácio Lula da Silva tratam o caso como mais um capítulo do “método Bolsonaro”. Para a coluna de Daniela Lima no UOL, Karina já era alvo de investigações sobre mau uso de dinheiro público “há quase uma década” quando passou a fechar contratos com aliados da família Bolsonaro, hoje em campanha para voltar ao poder. O Brasil247 ecoa a mesma linha, reforçando que documentos da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam suspeitas de superfaturamento e desvio de verbas em contratos do Instituto Conhecer Brasil com o Sesi desde 2019.

Do outro lado, a oposição bolsonarista tenta blindar a narrativa. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, classificou Karina como “trabalhadora” e “decente”, mesmo com o histórico de apurações já disponível em relatórios oficiais. A defesa implícita é a de que tudo não passa de perseguição política contra o entorno de Bolsonaro e de seus parceiros culturais, num momento em que a extrema direita tenta se reposicionar eleitoralmente.

A imprensa crítica ao bolsonarismo, como a Revista Fórum, adiciona outra camada: se a CGU já registrava problemas há pelo menos sete anos, a pergunta não é só por que Bolsonaro se aproximou dela, mas por que o Estado continuou contratando. A revista lembra que os negócios ligados a Karina cresceram “significativamente durante o governo Bolsonaro”, apesar dos alertas dos órgãos de controle.

Em comum, todos os lados admitem: Karina Gama está sob investigação há anos e seu império de contratos públicos explodiu na era Bolsonaro. A divergência não é sobre os fatos, mas sobre o veredito político — e é aí que “Dark Horse” corre o risco de virar menos filme e mais peça de defesa.

https://resumosbrasil.com/stories/019eb23a-ddf8-08fa-739c-1cb5160b90d5

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