The Intercept divulga novos documentos sobre financiamento do filme 'Dark Horse'

O site The Intercept Brasil publicou novos documentos, incluindo planilhas e comprovantes de transferências internacionais, que detalham o fluxo financeiro de US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) do banqueiro Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. As provas contradizem negativas anteriores e apontam para uma estrutura complexa para movimentar os recursos.
The Intercept divulga novos documentos sobre financiamento do filme 'Dark Horse'

The Intercept divulga novos documentos sobre financiamento do filme ‘Dark Horse’ A cinebiografia “Dark Horse”, antes vendida como épico redentor de Jair Bolsonaro, virou radiografia de um caixa-preto de US$ 10,6 milhões. No centro, o banqueiro Daniel Vorcaro, o clã Bolsonaro e um rastro de SWIFTs, fundos offshore e versões que mudam conforme a maré política.

De um lado: quem diz que o dinheiro está “escancarado”

Veículos alinhados ao governo tratam o novo pacote de documentos do Intercept como a peça que faltava no quebra-cabeça. O Brasil 247 destaca que “documentos e recibos apontam repasses de US$ 10,6 mi de Vorcaro para financiar filme Dark Horse”.

Lindbergh Farias fala em “desfile de contradições” do clã Bolsonaro e sustenta que as planilhas e comprovantes “comprovam de forma irrefutável” o envio dos recursos, reforçando que a PF já mira o destino dos R$ 61 milhões e possíveis usos para bancar a permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Fernanda Melchionna vai além e batiza a crise de “novela do Bolsomaster”, dizendo que “o cerco está se fechando” ao revelar transferências milionárias ao fundo Havengate, administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro.

Do outro: quem vê engrenagem financeira e “batom na cueca”

Na oposição, a leitura é ainda mais agressiva. A Fórum diz que o Intercept publica a planilha e o fluxo de caixa dos R$ 61 milhões repassados por Vorcaro ao clã Bolsonaro, com 14 parcelas entre 2025 e 2026 e uso da Entre Investimentos como fachada para burlar a fiscalização do Banco Master. Outra reportagem detalha como os pagamentos destinados ao filme acabam no Havengate Development Fund, ligado a Eduardo Bolsonaro, com toda a rota registrada em comprovantes internacionais.

Em tom de editorial de guerra, o site crava que “apareceu o batom nas cuecas do Bananinha e do TariFlávio”, dizendo que planilhas, cronogramas e SWIFTs revelam uma “engrenagem muito mais complexa” e mudam o patamar do debate: sai a especulação, entra o documento.

Em comum: o fim da tese do “não há provas”

Embora em registros de trincheiras diferentes, as narrativas convergem em um ponto: a fase da negação pura e simples acabou. Os documentos existem, circulam em Brasília e agora a disputa não é mais sobre se houve dinheiro, mas sobre quem controlou o roteiro político por trás de “Dark Horse”.

https://resumosbrasil.com/stories/019eafa8-2abe-1720-71ea-13d38b27bfcc

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