EUA incluem BYD, Alibaba e Baidu em lista de empresas com supostos laços militares chineses

O Departamento de Guerra dos EUA adicionou grandes empresas de tecnologia chinesas, incluindo BYD, Alibaba e Baidu, a uma lista de companhias que supostamente colaboram com as forças armadas da China. O governo chinês protestou contra a medida, e as empresas negaram as acusações.
EUA incluem BYD, Alibaba e Baidu em lista de empresas com supostos laços militares chineses

EUA incluem BYD, Alibaba e Baidu em lista de empresas com supostos laços militares chineses Os EUA apertam o cerco às gigantes tecnológicas da China; Pequim reage, o mercado observa e o Brasil entra de tabela nesse novo round da Guerra Fria 2.0 tecnológica.

De um lado, o Pentágono amplia a lista de empresas chinesas com supostos laços militares para 188 nomes, incluindo Alibaba, Baidu e BYD, classificadas como parte ou apoio da “indústria militar chinesa” e sujeitas a restrições, como veto a contratos de defesa nos EUA. Para parlamentares americanos, a lista é um “alerta” para que empresas dos EUA parem de fazer negócios com “ameaças à nossa segurança nacional”, sob risco de “facilitar a ascensão militar da China”.

Do outro lado, Pequim fala em perseguição política. A chancelaria chinesa acusa Washington de “generalizar” o conceito de segurança nacional e promover uma “imprudente repressão das empresas chinesas”, exigindo que os EUA “corrijam suas práticas equivocadas”. A embaixada chinesa em Washington fala em listas “discriminatórias” usadas para “perseguir empresas chinesas”.

As companhias, por sua vez, negam qualquer papel militar. A Alibaba afirma que “não é uma empresa militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão entre forças armadas e civis”. A Baidu diz que a acusação é “completamente infundada” e que a designação “carece completamente de fundamento”. A BYD promete “proteger ativamente seus direitos e interesses legítimos por todos os meios administrativos e legais viáveis”.

Enquanto isso, analistas próximos ao governo brasileiro alertam que o tiro americano pode “sair pela culatra”: a medida “aumenta as tensões” e causa “mais atrito”, empurrando empresas chinesas a buscar mercados mais amigáveis – como o Brasil.

Já a oposição lê o episódio como sintoma da Guerra Fria 2.0: disputa tecnológica, veículos inteligentes coletando dados sensíveis e países como Reino Unido e Polônia restringindo esses carros em áreas estratégicas por medo de espionagem. No Brasil, a cessão de veículos da BYD a autoridades e casos de suspeita de espionagem industrial reforçam o alerta: na economia de dados, quase nada é apenas civil.

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