Pesquisa Gerp aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula em simulação para 2026

Uma pesquisa do Instituto Gerp indica que o senador Flávio Bolsonaro lidera contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno, com 44,7% das intenções de voto contra 39,1%. No primeiro turno, os dois aparecem em empate técnico, com 35% e 34% respectivamente.
Pesquisa Gerp aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula em simulação para 2026

Pesquisa Gerp aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula em simulação para 2026 Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula num hipotético segundo turno em 2026, mas a própria pesquisa usada como troféu está sob fogo cruzado – tanto pelos números quanto pelo histórico do instituto que a produziu.

O que dizem os números

Na fotografia da Gerp, o cenário é de país rachado. No primeiro turno estimulado, Flávio tem 35% e Lula 34%, em empate técnico dentro da margem de erro de 2,24 pontos percentuais. Em simulação de segundo turno, o senador sobe a 44,7% contra 39,1% do presidente, abrindo vantagem.

Outros nomes aparecem bem atrás: Renan Santos (3% a 4%), Zema, Caiado e Joaquim Barbosa com cerca de 2%, e Augusto Cury com 1%. Em cenários alternativos, Lula vence tanto Ronaldo Caiado quanto Romeu Zema no segundo turno, mantendo-se como o polo dominante fora do bolsonarismo.

A rejeição, porém, pesa: 48% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, contra 42% que rejeitam Flávio. Para a oposição, isso explica por que o presidente perde quando o duelo é direto com o herdeiro político de Bolsonaro.

Como cada campo usa (ou contesta) a pesquisa

Veículos alinhados à direita trataram o levantamento como virada de jogo. Manchetes falam em “surra” de Flávio em Lula no 1º e no 2º turnos, enfatizando os 44,7% x 39,1% e o empate técnico no primeiro turno para projetar um favoritismo bolsonarista em 2026.

Já a imprensa crítica ao clã Bolsonaro foca menos no placar e mais no árbitro. Lembra que a Gerp errou em 2022 ao projetar Jair Bolsonaro à frente de Lula, que acabou vencendo a eleição, e ressalta que o instituto vende serviços de “inteligência” para campanhas, o que levantaria suspeitas de viés pró-cliente.

A sombra da AtlasIntel

Há ainda o contexto incômodo: enquanto divulga com entusiasmo a pesquisa que o favorece, Flávio Bolsonaro silencia sobre a censura, pelo TSE, de um levantamento da AtlasIntel que mostrava seu “derretimento” eleitoral – decisão tomada a pedido do próprio PL. Para críticos, a mensagem é clara: pesquisa boa é a que ajuda; a que atrapalha, sai de cena por liminar.


https://resumosbrasil.com/stories/019eae5d-f1dc-1fa4-73ff-2c876222703c

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