EUA listam Alibaba e BYD como empresas que ajudam militares chineses

O Pentágono atualizou uma lista de empresas chinesas que supostamente auxiliam as forças armadas do país, incluindo gigantes da tecnologia como Alibaba, Baidu e a fabricante de veículos elétricos BYD. O governo chinês protestou contra a medida, acusando Washington de repressão e de generalizar o conceito de segurança nacional.
EUA listam Alibaba e BYD como empresas que ajudam militares chineses

EUA listam Alibaba e BYD como empresas que ajudam militares chineses Washington apertou o cerco às gigantes de tecnologia chinesas; Pequim responde acusando perseguição econômica travestida de segurança nacional. No centro da disputa estão nomes que simbolizam a modernização da China: Alibaba, Baidu, BYD e outros pesos‑pesados da alta tecnologia.

O olhar de Washington: segurança nacional em letras maiúsculas

Para o Pentágono, a nova lista de 188 empresas “militares” chinesas é um recado direto ao setor privado americano. A relação inclui Alibaba, Baidu, BYD, Tencent e fabricantes de chips como ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies, apontadas como parte ou suporte da indústria militar de Pequim. O deputado republicano John Moolenaar chamou a lista de “um alerta para as empresas americanas, todos os níveis de governo e o povo americano” e instou que parem de fazer negócios com “essas ameaças à nossa segurança nacional” para não “facilitar a ascensão militar da China”.

A contra‑narrativa de Pequim: repressão e discriminação

Do outro lado, o governo chinês fala em abuso de poder. O porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, acusou os EUA de “generalização do conceito de segurança nacional” e de “imprudente repressão das empresas chinesas”, exigindo que Washington “corrija suas práticas equivocadas”. A Embaixada da China em Washington foi na mesma linha, dizendo que os EUA “extrapolam o conceito de segurança nacional e criam listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas”.

As empresas no fogo cruzado

As companhias tentam se descolar do rótulo militar. A Alibaba afirma “não ser uma empresa militar chinesa nem fazer parte de qualquer estratégia de fusão entre forças armadas e civis”. A Baidu diz que a inclusão é “completamente” ou “totalmente infundada”. Já a BYD nega a classificação e promete “proteger ativamente seus direitos e interesses legítimos por todos os meios administrativos e legais viáveis”.

Segurança ou guerra econômica?

Enquanto Washington enquadra as big techs chinesas como vetor de poder militar, Pequim enxerga a lista como arma de guerra econômica. No meio, Alibaba, BYD e Baidu viram símbolo de um embate maior: quem dita as regras da tecnologia global – e sob quais bandeiras de “segurança”.

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