Michael Olise marca três vezes em vitória da França sobre a Irlanda do Norte
Michael Olise marca três vezes em vitória da França sobre a Irlanda do Norte Michael Olise transformou o último teste da França antes da Copa em show particular, mas enquanto a euforia cresce na Europa, o discurso interno da seleção é de freio puxado. O novo protagonista ofusca Mbappé e Dembélé, mas ainda não convenceu todo mundo de que os Bleus estão prontos para “atropelar” o Mundial.
Dentro da seleção: pé no freio
Didier Deschamps surfou na maré de elogios a Olise, mas tratou de baixar a poeira. O técnico celebrou o meia-atacante do Bayern, descrito como “radiante” e decisivo após o hat-trick contra a Irlanda do Norte, mas insistiu na necessidade de humildade e preparação para enfrentar “adversários difíceis” já na fase de grupos da Copa. A linha oficial é clara: talento não falta, mas a França venceu “sem convencer” coletivamente, mesmo com força máxima em campo.
Enquanto Olise resolve, Mbappé vive o lado B do amistoso. O craque acumulou chances perdidas e saiu em branco, aumentando o ruído em torno de sua forma às vésperas do torneio. Deschamps, porém, blindou o camisa 10: para o treinador, o atacante está apenas “guardando” os gols para a Copa.
Fora de campo: hype europeu e mercado em ebulição
Se o discurso da comissão técnica é contido, a imprensa europeia está em modo histeria. Na Espanha, o AS cravou que Olise “está em outro planeta do futebol” e classificou o hat-trick como “galáctico”, enquanto o Marca já o coloca na prateleira dos 150 milhões de euros e o liga diretamente ao Real Madrid.
Na França, o tom é mais ambíguo: reconhecimento do talento de Olise, sim, mas acompanhado da ressalva de que a seleção ainda não parece no ponto ideal. Entre a prudência de Deschamps e o delírio do mercado, o amistoso deixou claro: hoje, o termômetro da França não é mais Mbappé — é Michael Olise.
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