Janja rebate Silas Malafaia e o chama de "insignificante"
Janja rebate Silas Malafaia e o chama de “insignificante” A guerra de narrativas entre o PT e o bolsonarismo no campo evangélico ganhou um novo capítulo: Janja e Silas Malafaia passaram a se chamar, mutuamente, de “insignificantes” — mas o embate diz menos sobre egos e mais sobre a disputa pelo voto de fiéis em 2026.
De um lado, o campo governista tenta transformar o ataque de Malafaia em bandeira de respeito às mulheres. Janja recordou que o pastor a acusou de se reunir com mulheres “sem um pingo de expressão no mundo evangélico” e devolveu: “insignificante é ele, porque toda mulher para mim é importante”. Em diferentes relatos da fala, ela reforçou que não importa se o encontro tem “duas, três, duzentas ou mil” mulheres, desde que exista escuta e diálogo. A primeira-dama também enquadrou a disputa como moral e ética, não “apenas política”, cobrando que pastores progressistas ocupem os púlpitos para falar de temas como violência doméstica e feminicídio.
Do outro lado, veículos de oposição sublinham o caráter abertamente eleitoral da estratégia petista. A Gazeta do Povo destaca que Janja vê a necessidade de o “campo progressista voltar para dentro das igrejas” e afirma que “o ódio está do lado deles”, apostando que “amor e fé” garantirão nova vitória em 2026. A Forum, embora simpática ao governo em outras pautas, ressalta o cálculo político: o PT lançou uma carta aos evangélicos dizendo que “a fé não deve ser usada para fins eleitorais”, ao mesmo tempo em que detalha como pretende atrair esse eleitorado para 2026.
Se Malafaia tenta desqualificar as interlocutoras de Janja como “gente sem expressão no mundo evangélico”, o PT responde construindo exatamente o oposto: um novo mapa de lideranças, menos alinhado ao bolsonarismo e mais próximo do Planalto. No centro da briga, as mulheres evangélicas viram alvo prioritário de uma disputa que promete esquentar bem antes de 2026.
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