Datena deixa EBC e deve ser candidato a deputado federal em 2026

O apresentador José Luiz Datena pediu demissão da EBC e deixará a TV Brasil no final de junho. A saída cumpre o prazo da legislação eleitoral, já que ele pretende se candidatar a deputado federal por São Paulo pelo PSB nas eleições de 2026.
Datena deixa EBC e deve ser candidato a deputado federal em 2026

Datena deixa EBC e deve ser candidato a deputado federal em 2026 José Luiz Datena volta a fazer o que mais gosta na política: manter todo mundo em suspense – mas, desta vez, com uma decisão concreta. Ao pedir demissão da EBC para disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo em 2026, o apresentador transforma um programa estatal em trampolim eleitoral e reacende o debate sobre uso de popularidade televisiva nas urnas.

De um lado, veículos alinhados ao governo enfatizam o cumprimento do rito institucional. Datena encerra o contrato com a Empresa Brasil de Comunicação e permanece no ar apenas até 30 de junho, exatamente o limite imposto pela legislação para comunicadores que querem disputar eleições. A narrativa é de normalidade e profissionalismo: destaca-se que ele foi contratado no início de 2026, apresenta programas diários na Rádio Nacional e semanais na TV Brasil e agora apenas “se afasta” para entrar na disputa, após filiar-se ao PSB e preparar sua candidatura a deputado federal por São Paulo. Outra coluna sublinha que o convite político veio do vice-presidente Geraldo Alckmin e de Márcio França, e que a direção da EBC agradece pela “dedicação” e pelo “profissionalismo” do apresentador na estatal.

Do outro lado, a imprensa de oposição conta a mesma história com ênfase bem diferente. O destaque está no cálculo eleitoral: Datena deixa a EBC “para disputar as eleições de 2026” e a saída é confirmada pela própria estatal, que novamente ressalta sua atuação à frente dos programas “Na Mesa com Datena” e “Alô Alô Brasil”. Mas o foco vai para o histórico recente: a candidatura “quase certa” após o convite de Alckmin e França, a baixa audiência de suas atrações e, sobretudo, o episódio da cadeirada em Pablo Marçal no debate de 2024, que terminou em expulsão ao vivo e acordo judicial.

Enquanto aliados vendem a imagem de “grande comunicador” que cumpre a lei para servir o país, críticos enxergam um político reincidente em busca de mais uma chance nas urnas – agora com o selo oficial de pré-candidato do PSB e a vitrine da TV pública ainda fresca na memória do eleitor.

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