Marrocos empata com Noruega e mantém longa invencibilidade antes da Copa
Marrocos empata com Noruega e mantém longa invencibilidade antes da Copa Marrocos chega à Copa do Mundo com a aura de seleção imbatível e, ao mesmo tempo, com cheiro de vulnerabilidade no ar. A invencibilidade assusta; as lesões e as brechas defensivas, nem tanto.
De um lado, o discurso da força: são 29 jogos sem perder, sequência que embala a estreia contra o Brasil e rende manchetes como “Invencibilidade de 29 jogos marca a estreia” e “chegará à Copa invicto há 29 jogos”. Na conta, três títulos recentes – Campeonato Africano de Nações, Copa Árabe e Copa das Nações Africanas por W.O. – e números de potência mundial: segundo melhor aproveitamento (82,2%), melhor saldo de gols (98) e segunda melhor defesa desde 2023. Não à toa, a análise oficial é de otimismo: “Marrocos está pronto para a Copa do Mundo”.
Do outro lado, o freio de mão puxado. A mesma atuação contra a Noruega que reforçou a série invicta expôs rachaduras: depois de 20 minutos de pressão sufocante, “o cansaço bateu, a defesa fraquejou, e o 1 a 1 […] expôs mais brechas do que perigos para o Brasil”. A análise tática destaca um ataque rápido e um lado direito fortíssimo com Hakimi e Brahim Díaz, mas também problemas claros de proteção da área e de intensidade por 90 minutos.
E ainda há o fator drama: o último amistoso “pode ter custado caro”. Ezzalzouli e Mazraoui saíram lesionados, viraram “uma preocupação importante às vésperas do torneio” e são dados como praticamente fora do duelo com o Brasil, com risco até de corte da Copa.
Resultado: o Marrocos que assusta nos números não é exatamente o mesmo que mancou na reta final. Para o Brasil, o desafio é sobreviver ao abafa inicial; para Marrocos, provar que a invencibilidade vale mais que o boletim médico.
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