Ataques entre Israel e Irã são suspensos após apelo de Trump

Israel e Irã suspenderam os ataques mútuos após uma exigência do presidente dos EUA, Donald Trump, que pediu o fim imediato das hostilidades e afirmou que negociações de paz estariam próximas. O Irã anunciou o fim de sua ofensiva, mas alertou que responderá a futuras agressões, enquanto Israel também concordou em interromper os bombardeios.
Ataques entre Israel e Irã são suspensos após apelo de Trump

Ataques entre Israel e Irã são suspensos após apelo de Trump Israel e Irã pararam de atirar, mas ninguém concorda sobre quem realmente mandou baixar as armas — nem sobre quanto tempo essa calmaria vai durar.

De um lado, a imprensa alinhada ao governo americano vende a narrativa do “Trump pacificador”. As manchetes destacam que Irã e Israel suspenderam ataques “após exigência” do presidente dos EUA, que ordenou nas redes que os dois países “devem cessar imediatamente os disparos” e alardeou que as “negociações finais sobre a ‘paz’ estão em andamento”, apenas ameaçadas por “ignorância” e “estupidez”. Nessa leitura, Trump é o maestro que dita o ritmo: ele teria avisado que ligaria para Netanyahu “para exortá-lo a não responder” aos mísseis iranianos e, após o seu apelo público, o Irã anunciou o fim de sua ofensiva, alegando já ter imposto uma “resposta dolorosa” a Israel, mas deixando no ar a promessa de ataques “muito mais severos” se Tel Aviv voltar a bombardear o Líbano.

Ainda nesse eixo, Israel aparece como parceiro relutante, mas obediente. Reportagens relatam que, horas depois do anúncio iraniano, Netanyahu teria suspendido preparativos para novos ataques ao Irã e interrompido bombardeios diretos ao país “a pedido de Trump”, embora mantenha a ofensiva no Líbano com “força total”.

Do outro lado, veículos de oposição não contestam o fato de que o apelo de Trump precedeu a pausa, mas enfatizam o risco e o improviso. Destacam que a trégua veio só depois da “primeira troca de ataques diretos” desde o cessar-fogo de abril e lembram que o próprio Trump admite que “ignorância” e “estupidez” podem explodir qualquer acordo. Pintam um cenário em que o presidente tenta, ao mesmo tempo, frear Israel, salvar um acordo com o Irã e conter uma guerra regional que ele próprio ajudou a desengatilhar.

Em comum, todos concordam em algo incômodo: o cessar-fogo é frágil, condicionado a que Israel e Irã não testem os limites — e a que o cálculo político em Washington não mude de humor da noite para o dia.

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