Xi Jinping visita a Coreia do Norte para fortalecer aliança com Kim Jong-un

O presidente chinês, Xi Jinping, chegou a Pyongyang para sua primeira visita de Estado à Coreia do Norte desde 2019, sendo recebido pelo líder Kim Jong-un. A visita visa fortalecer os laços bilaterais, expandir a cooperação em áreas como diplomacia, segurança e economia, e reafirmar a China como principal parceira do regime norte-coreano em um momento de estagnação nas negociações nucleares com os EUA.
Xi Jinping visita a Coreia do Norte para fortalecer aliança com Kim Jong-un

Xi Jinping visita a Coreia do Norte para fortalecer aliança com Kim Jong-un Xi Jinping pousa em Pyongyang como convidado de honra — e como fiador estratégico de um regime nuclearmente armado. Para Pequim, é celebração histórica; para críticos, é reforço a um dos governos mais isolados e militarizados do planeta.

De um lado, a imprensa alinhada a Pequim pinta um quadro de “novo capítulo” nas relações, com Xi e Kim celebrando que a parceria está em um “novo ponto de partida histórico” e pronta para ser elevada a um “novo patamar” de cooperação política e militar. Nessa narrativa, a visita de Estado, repleta de desfile militar, salvas de canhão e tapete vermelho, simboliza uma amizade “invencível”, independentemente das mudanças na ordem internacional. A ênfase está na ampliação do comércio, da agricultura, da ciência e da tecnologia, e em uma multipolarização “igualitária e ordenada”, com globalização “universalmente benéfica e inclusiva”.

Do outro lado, veículos críticos falam em reforço da “aliança na ‘causa socialista’ e em temas militares” e em Xi “selando uma aliança militar com Kim Jong-un”, em linha com um eixo autoritário que evita qualquer menção séria à desnuclearização. Para essa leitura, a viagem consolida um bloco que desafia a pressão ocidental e normaliza a Coreia do Norte como potência nuclear de fato.

Há, porém, um ponto de convergência: todos reconhecem que a China é a principal parceira e o grande escudo diplomático de Pyongyang. A diferença é de enquadramento: enquanto uns falam em “amizade tradicional” e desenvolvimento regional, outros veem um Estado-tampão “fortemente armado e alinhado” que absorve a pressão militar dos EUA e seus aliados.

No meio do fogo cruzado de narrativas, uma ausência grita: a palavra “desnuclearização” praticamente some do roteiro oficial. E é exatamente aí que a visita de gala revela seu lado mais sombrio.

https://resumosbrasil.com/stories/019ea7ed-ee77-32cd-7097-1d69b3138488

Write a comment
No comments yet.