STM marca para 24 de junho julgamento de recurso de Bolsonaro sobre perda de patente
STM marca para 24 de junho julgamento de recurso de Bolsonaro sobre perda de patente O julgamento marcado pelo Superior Tribunal Militar para 24 de junho coloca Bolsonaro diante de um teste raro: não se discute mais se houve golpe, mas se um ex-presidente condenado merece continuar sendo tratado como oficial das Forças Armadas.
De um lado, veículos alinhados à oposição ao governo Lula tratam o caso como mais um capítulo de perseguição judicial. O Jornal da Cidade Online destaca que é um “julgamento que pode condenar mais uma vez Bolsonaro”, sublinhando o caráter reiterado das punições. A ênfase está no recurso contra o indeferimento do pedido de suspeição do brigadeiro Joseli Parente Camelo, acusado pela defesa de não ter “condições necessárias de imparcialidade” após manifestações públicas sobre o julgamento do STF e a suposta trama golpista. A Gazeta do Povo reforça que o processo no STM não reabre o mérito criminal, mas apenas a “dignidade” e a “compatibilidade” de Bolsonaro com o oficialato — leitura que alimenta a narrativa de excesso punitivo e “caça” ao ex-capitão.
Do outro lado, veículos alinhados ao governo descrevem o julgamento como consequência lógica de uma condenação pesada por tentativa de golpe. O Brasil 247 ressalta que o STM avalia se Bolsonaro é “indigno ou incompatível com o oficialato”, o que pode levá-lo à perda da patente de capitão reformado. Já a CartaCapital lembra que ele cumpre pena de 27 anos e três meses “por liderar uma tentativa de golpe de Estado” e que, em caso de derrota, perderá salário, status, direito ao uso de farda, condecorações e ficará inelegível por oito anos.
Se há consenso entre todos os lados, é neste ponto: a sessão de 24 de junho não é mero detalhe processual. É o jogo que pode redefinir, de vez, o lugar de Bolsonaro na história militar e política do país.
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