Stuart Angel, morto pela ditadura, receberá diploma póstumo da UFRJ

Stuart Angel Jones, estudante de economia e militante do MR-8 torturado e morto pela ditadura militar em 1971, receberá um diploma póstumo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A homenagem ocorrerá 55 anos após seu desaparecimento.
Stuart Angel, morto pela ditadura, receberá diploma póstumo da UFRJ

Stuart Angel, morto pela ditadura, receberá diploma póstumo da UFRJ Stuart Angel vai, enfim, “se formar” – 55 anos após ser sequestrado, torturado e morto pela ditadura. A UFRJ entrega um diploma que o regime de 1964-1985 tentou enterrar junto com o corpo que até hoje não apareceu.

Memória contra o apagamento

Nos relatos alinhados ao atual governo e ao campo progressista, a diplomação póstuma é mais que um gesto simbólico: é um ato de acusação histórica. As reportagens sublinham que Stuart foi “torturado e morto pela ditadura militar (1964-1985)” e impedido de concluir o curso de Economia na UFRJ aos 25 anos. A cerimônia de 7 de julho, no salão dourado da universidade, é apresentada como a reparação de uma trajetória interrompida pela repressão estatal.

Essas versões enfatizam a violência de Estado: Stuart, militante do MR-8, é descrito como um dos desaparecidos políticos mais conhecidos, morto na Base Aérea do Galeão e submetido à tortura para revelar o paradeiro de Carlos Lamarca. O atestado de óbito, só corrigido em 2019, registra morte “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro”.

Da sala de aula ao campo político

A narrativa universitária se cruza com a luta da família Angel. Os textos destacam a mãe, Zuzu, que transformou desfiles em denúncias internacionais do regime, e a irmã, Hildegard, que lembra que, “como tantos outros estudantes naqueles anos sombrios, ele não pode concluir seus estudos”. Para esse campo, o diploma póstumo é também recado político: memória é antídoto contra nostalgia da ditadura.

Consenso raro sobre a ditadura

Ainda que venham de veículos com perfis editoriais distintos, as reportagens orbitam o mesmo ponto: não há relativização do crime. A convergência é incomum no Brasil polarizado de hoje – e talvez diga mais sobre a gravidade do passado do que sobre qualquer pacificação do presente.

https://resumosbrasil.com/stories/019e9da0-9225-10b8-72ba-314898133ff8

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