Stuart Angel, morto pela ditadura, receberá diploma póstumo da UFRJ
Stuart Angel, morto pela ditadura, receberá diploma póstumo da UFRJ Stuart Angel vai, enfim, “se formar” – 55 anos após ser sequestrado, torturado e morto pela ditadura. A UFRJ entrega um diploma que o regime de 1964-1985 tentou enterrar junto com o corpo que até hoje não apareceu.
Memória contra o apagamento
Nos relatos alinhados ao atual governo e ao campo progressista, a diplomação póstuma é mais que um gesto simbólico: é um ato de acusação histórica. As reportagens sublinham que Stuart foi “torturado e morto pela ditadura militar (1964-1985)” e impedido de concluir o curso de Economia na UFRJ aos 25 anos. A cerimônia de 7 de julho, no salão dourado da universidade, é apresentada como a reparação de uma trajetória interrompida pela repressão estatal.
Essas versões enfatizam a violência de Estado: Stuart, militante do MR-8, é descrito como um dos desaparecidos políticos mais conhecidos, morto na Base Aérea do Galeão e submetido à tortura para revelar o paradeiro de Carlos Lamarca. O atestado de óbito, só corrigido em 2019, registra morte “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro”.
Da sala de aula ao campo político
A narrativa universitária se cruza com a luta da família Angel. Os textos destacam a mãe, Zuzu, que transformou desfiles em denúncias internacionais do regime, e a irmã, Hildegard, que lembra que, “como tantos outros estudantes naqueles anos sombrios, ele não pode concluir seus estudos”. Para esse campo, o diploma póstumo é também recado político: memória é antídoto contra nostalgia da ditadura.
Consenso raro sobre a ditadura
Ainda que venham de veículos com perfis editoriais distintos, as reportagens orbitam o mesmo ponto: não há relativização do crime. A convergência é incomum no Brasil polarizado de hoje – e talvez diga mais sobre a gravidade do passado do que sobre qualquer pacificação do presente.
https://resumosbrasil.com/stories/019e9da0-9225-10b8-72ba-314898133ff8
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