Três senadores retiram apoio à PEC da oposição sobre jornada de trabalho
Três senadores retiram apoio à PEC da oposição sobre jornada de trabalho Três senadores da oposição pisaram no freio e retiraram apoio à PEC que flexibiliza a jornada de trabalho justamente quando a pressão popular e sindical chegou ao auge. A disputa agora não é só sobre horas na escala, mas sobre quem vai vestir a máscara de “defensor do trabalhador” em ano eleitoral.
De um lado, a oposição bolsonarista tenta emplacar a PEC de Rogério Marinho, vendida como “regime flexível” com pagamento por hora trabalhada e acordos individuais entre patrão e empregado. Para críticos, é a famigerada “escala 7x0”, um modelo que, na prática, poderia deixar o trabalhador sem folga e com renda instável. A proposta ainda retira a presença do sindicato das negociações, ponto que virou linha vermelha até para quem havia assinado o texto.
Do outro lado, governo e aliados defendem a PEC já aprovada na Câmara, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1 sem corte salarial, após transição de 14 meses. Aqui, a palavra de ordem é segurança: menos horas, mesmo salário, negociação coletiva preservada.
O choque de narrativas ficou explícito no recuo dos três “arrependidos” Romário, Zequinha Marinho e Cleitinho. A imprensa governista destaca que a virada veio “após muita pressão nas redes sociais e atuação dos sindicatos”, que denunciaram prejuízos aos trabalhadores e batizaram o texto como “PEC do Trabalho Escravo”. A esquerda celebrou, mas lembrou que o gesto é “apenas simbólico” e não trava a tramitação da PEC bolsonarista, que seguirá junto com a proposta da Câmara.
Em comum, todos agora juram defender o trabalhador. A diferença é quem quer flexibilizar primeiro – e quem tem medo de ser cobrado nas urnas depois.
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