EUA impõem novas sanções a Cuba, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel

O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sanções contra Cuba, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel, sua família e membros da família Castro na lista de Nacionais Especialmente Designados. As medidas, que implicam bloqueio de bens e proibição de transações, também visam o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias e outras cinco entidades cubanas.
EUA impõem novas sanções a Cuba, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel

EUA impõem novas sanções a Cuba, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel Os EUA apertaram ainda mais o torniquete sobre Havana: além de novas sanções a entidades estatais, o presidente Miguel Díaz-Canel e nomes da família Castro passam a figurar na lista de párias financeiros de Washington. No tabuleiro geopolítico, porém, o movimento é vendido ora como defesa da democracia, ora como agressão aberta à soberania cubana.

O enquadramento “oficialista” pró-Havana

Veículos alinhados a uma leitura crítica de Washington descrevem um cerco escalonado desde os anos 1960, agora turbinado por Donald Trump. O Departamento do Tesouro anunciou sanções econômicas contra Díaz‑Canel, sua esposa e membros da família Castro, em meio à “pressão econômica exercida sobre a ilha”. Outras análises destacam que o embargo em vigor desde 1962 foi reforçado com sanções, medidas jurídicas e um bloqueio petrolífero de fato, num contexto em que Cuba vive “sua pior crise econômica e humanitária desde a vitória da Revolução Cubana, em 1959”.

Nesse enquadramento, as novas medidas seriam parte de um plano intervencionista de Trump, que ameaça “se encarregar” de Cuba após lidar com o Irã e diz ter “planos muito bons” para a ilha, enquanto amplia a lista de dirigentes, familiares e organizações sociais punidos pela OFAC.

A narrativa da oposição anticastrista

Já a imprensa oposicionista e figuras da direita celebram o endurecimento. A Revista Oeste sublinha que os EUA “ampliaram a pressão contra o regime de Cuba”, incluindo Díaz‑Canel, sua mulher, familiares e Alejandro Castro Espín na lista de Nacionais Especialmente Designados, com bloqueio de bens e proibição de transações.

O secretário de Estado Marco Rubio é retratado como o arquiteto da ofensiva, ao sancionar o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (MINFAR), o ICAP, a Amistur Cuba S.A., os Comitês de Defesa da Revolução e a Minera La Victoria S.A., avisando que qualquer banco ou empresa que mantenha vínculos “corre o risco de também ser alvo de sanções”. Um site bolsonarista ecoa a mesma mensagem, reproduzindo a acusação de que “por décadas, Cuba tem sido a capital mundial do terrorismo de extrema esquerda” e que agora Washington mira “a rede que possibilita e financia as operações subversivas e radicais de Cuba”.

Nas redes, o tom é ainda mais incendiário. O comentarista Rodrigo Constantino amplifica a linha dura de Rubio: “A Administração Trump não tolerará mais regimes marxistas radicais em nosso hemisfério” exportando sua “revolução venenosa e maligna”.

Entre um discurso de “segurança nacional” e outro de “soberania violada”, o povo cubano continua preso no fogo cruzado entre sanções, recessão e propaganda de ambos os lados.

https://resumosbrasil.com/stories/019e9730-d150-37bd-70eb-12e92a65adde

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