Kassio Nunes Marques será relator de ações sobre filme 'Dark Horse' no TSE
Kassio Nunes Marques será relator de ações sobre filme ‘Dark Horse’ no TSE Kassio Nunes Marques vai arbitrar um jogo em que as duas torcidas desconfiam do juiz: o filme “Dark Horse”, biografia elogiosa de Jair Bolsonaro, e uma pesquisa da AtlasIntel com áudio de Flávio Bolsonaro viraram caso de alto risco eleitoral no TSE.
O que está em disputa
De um lado, três ações se acumulam na mesa do presidente do TSE: duas sobre o filme e uma sobre a pesquisa. Ele próprio se colocou no centro do tabuleiro ao editar resolução que concentrou em si, André Mendonça e Estela Aranha os casos de propaganda eleitoral na campanha de 2026.
O longa foi bancado com dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e é descrito como obra “em tom de propaganda” sobre Bolsonaro. Deputados pedem investigar possível abuso de poder econômico e político no financiamento e na exibição.
Governo e aliados: foco na pesquisa e na “criminalização” do filme
O PL ataca a pesquisa AtlasIntel, alegando que o questionário teria induzido eleitores ao reproduzir áudio de conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, ligando o senador diretamente ao financiamento do filme. A AtlasIntel reage, dizendo que o teste com o áudio ocorreu só depois da pesquisa principal, rebatendo a narrativa de manipulação.
Para esse campo, o risco não é o “Dark Horse” virar palanque, mas a Justiça Eleitoral abrir precedente para censurar conteúdos favoráveis a um lado da disputa.
Oposição: filme como “campanha paralela” bilionária
Na outra trincheira, parlamentares como Rogério Correia e Arlindo Chinaglia pedem a suspensão da exibição e a apuração de abuso econômico, argumentando que o filme “poderia funcionar como uma campanha paralela em favor de um grupo político”. Reportagem citada nos autos fala em pelo menos R$ 61 milhões de Vorcaro no projeto, valor visto por adversários como um megafone privado numa eleição equilibrada.
Entre acusação de censura de um lado e de desequilíbrio eleitoral de outro, Nunes Marques entra em cena não só como relator, mas como símbolo da disputa sobre até onde a propaganda política pode ir no Brasil digital.
[1] Brasil247
“O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, foi definido como relator de três ações relacionadas ao chamado caso Master e ao documentário Dark Horse…”
[2] CartaCapital
“O filme, em um tom de propaganda, conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro… a produção teve financiamento de ao menos 61 milhões de reais do dono do Master.”
[3] UOL / Agência Estado
“Os processos discutem possível abuso econômico e político ligado ao financiamento e à exibição do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.”
[4] Gazeta do Povo
“Uma das ações foi apresentada pelo PL, que alega que a pesquisa teria influenciado os entrevistados ao incluir referências a uma conversa entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro… A AtlasIntel sustenta que o teste com o áudio foi aplicado apenas após a conclusão integral da pesquisa principal.”
https://resumosbrasil.com/stories/019e95e7-f5ae-3dda-70be-2ef279600df1
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